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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Preço dos quartos de hotel em Lisboa baixa 23%

Os hotéis de Lisboa tiveram no primeiro semestre uma quebra de 23% na receita por quarto disponível (RevPAR) e de 15% nas taxas de ocupação, que colocaram a capital portuguesa como uma das cidades europeias mais afectadas pela crise na hotelaria, segundo um estudo da consultora imobiliária Cushman & Wakefield hoje divulgado.

Na quarta edição do “EMEA Hotels Monitor”, a Cushman & Wakefield indica que Lisboa chegou ao fim de Junho com uma taxa de ocupação de 54,1%, abaixo dos 63,4% do primeiro semestre do ano passado, tendo o RevPAR passado de 61,77 euros para 47,68 euros.

As quebras em Lisboa enquadram-se numa tendência geral negativa, já que, diz a mesma consultora, “todas as 23 cidades analisadas mostram declínios nos três principais indicadores de performance, com o RevPAR a cair entre 11% e 44%”.

Frankfurt foi a cidade menos afectada, tendo a receita por quarto recuado apenas 3%. “Os congressos em outras cidades e melhores condições de mercado na Alemanha em geral salvaram os mercados alemães das quedas acentuadas que vimos no resto da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e Europa de Leste a serem mais atingidas”, refere o relatório da Cushman & Wakefield.

Segundo Jorge Catarino, director da área de hotelaria da Cushman & Wakefield em Portugal, em Lisboa o RevPAR diminuiu cerca de 23%, mas ainda assim menos que nas outras duas cidades ibéricas consideradas na amostra: Madrid e Barcelona. “No entanto, importa notar que esta redução não pode deixar de ter um forte impacto na rentabilidade das unidades hoteleiras, comprometendo o desejado retorno sobre os capitais investidos”, comentou Jorge Catarino.

De acordo com o EMEA Hotels Monitor, os custos de construção de um hotel são superiores no Qatar onde, a título de exemplo, um quarto de cinco estrelas atinge entre os 276.000 e os 386.000 euros, valores superiores aos verificados em Portugal, que se situam entre os 117.000 e os 153.000 euros.

Em Portugal, diz a Cushman & Wakefield, não se verificaram ainda alterações significativas ao nível dos custos de construção, esperando-se em 2009 um número de aberturas de novas unidades bastante semelhante ao de 2008. Porém, acrescenta a consultora, “é expectável que, na conjuntura actual, muitos promotores venham a adiar os seus investimentos, sobretudo os relacionados com os grandes projectos de resorts imobiliário-turísticos e o lazer, nomeadamente no Algarve, na Madeira e nos “novos destinos” PENT [Plano Estratégico Nacional do Turismo] como o Alqueva e a Costa Alentejana”.

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