Notícias principais - Google Notícias

Loading

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Rendimento de um lisboeta não chega a metade do de um nova-iorquino

As três cidades mais caras do mundo para viver situam-se todas na Europa. Lisboa fica a meio da tabela.

É também no velho continente que se ganham os melhores salários, com a Suíça e a Escandinávia a continuarem a assegurar os lugares do top. Nos Estados Unidos é na cidade de Nova Iorque que melhor se ganha - e é também a cidade que serve de referência no estudo da UBS em que se escrutina os preços e os salários praticados e auferidos em 73 cidades do mundo.
Segundo o estudo agora publicado pela consultora internacional – e que é feito a cada três anos, desde 1971 - no pódio das mais caras do mundo estão as cidades de Oslo, Zurique e Copenhaga. Lisboa surge a meio da tabela, no lugar 35, revelando que o rendimento liquido de um lisboeta não chega a metade (44,8 por cento) do de um nova-iorquino.
No ranking onde se auferem melhores salários a liderança cabe a Copenhaga, seguida das cidades suíças de Zurique e Genebra, e depois a de Nova Iorque.
Segundo a comparação da UBS em nenhuma outra cidade do mundo, os trabalhadores levam tanto dinheiro para casa como nas cidades suíças de Zurique e Genebra. Esta conclusão foi tirada depois de terem sido feitos muitos cálculos, já que auferir o melhor salário, descontado os efeitos das taxas de câmbio, não significa ter o maior poder de compra. O método que a UBS intentou para apurar a prosperidade dos habitantes de uma cidade foi a de dividir o salário médio anual (ponderado pelas horas trabalhadas) pelo cabaz de bens e serviços que definiu como standard (com 154 items). E ainda lhe adicionou, nos cálculos, o peso que há de impostos e contribuições para a segurança social. No final, as conclusões a que chega é que são os empregados em Zurique quem podem comprar mais bens e serviços depois de terem pago os seus impostos. Seguem-se-lhe Sidney, Luxemburgo, Dublin e Miami. A cidade de Lisboa surge em 31 lugar noranking do poder de compra, mostrando que um lisboeta tem dois terços (60,6 por cento) do de um habitante de Nova Iorque (índice 100).

Do índice Big Mac para o Ipod Nano
Foi também a UBS quem avançou com o chamado índice Big Mac, para contabilizar quantos minutos tem de trabalhar um habitante de uma determinada cidade para conseguir comprar aquele menu. Este ano acrescentou um novo: o índice Ipod Nano. O lema é o mesmo: comparar produtos que estão acessíveis universalmente, com os mesmo parâmetros de qualidade. Com este indice pode perceber-se que um habitante de Lisboa que seja remunerado medianamente precisa de trabalhar 19 horas e meia para comprar um Ipod Nano. Mas um habitante de Nairobi precisa, em média, de trabalhar 160 horas. É em Nova Iorque e em Amesterdão que se precisa de trabalhar menos para comprar um Ipod – “apenas” nove horas.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Castro Jerónimo - Search Engine

Arquivo do blogue