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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Rendimentos nos EUA registaram em Junho maior queda em quatro anos

Os rendimentos dos norte-americanos caíram 1,3 por cento em Junho, apresentando a maior quebra em quatro anos, surpreendendo pela negativa os analistas e indicando que o consumo levará tempo a recuperar.

O recuo reflecte parcialmente o efeito dos pagamentos excepcionais feitos no âmbito do plano da administração Obama para estimular a economia, que fez subir os rendimentos 1,3 por cento em Maio, mostram os dados hoje divulgados pelo Departamento do Comércio em Washington.

As despesas de consumo subiram 0,4 por cento em Junho sob o efeito do aumento dos preços. Descontando a inflação, caíram 0,1 por cento.

Os economistas esperavam um recuo de um por cento dos rendimentos pessoais, após o ganho de 1,4 por cento antes anunciados para Maio, segundo a média das 75 estimativas recolhidas pela agência de informação financeira Bloomberg.
O recuo de Julho é o maior desde Janeiro de 2005.

Nas despesas, era esperada uma subida de 0,3 por cento pelo secundo mês consecutivo.

Excluindo os efeitos do plano de estímulo da economia, os rendimentos teriam caído 0,1 por cento em Junho, após uma estabilização no mês anterior, segundo o Departamento do Comércio. As remunerações e salários caíram 0,4 por cento em Junho, registando a nona queda em dez meses.

A pior recessão em sete décadas está a dar sinais de abrandamento, com as projecções a apontarem para o seu fim nos Estados Unidos no final do ano, mas a retoma poderá ser fraca com o desemprego e a desvalorização do imobiliário a levar os americanos a poupar e a limitar as despesas de consumo – que contam por 70 por cento da economia.

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