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domingo, 9 de agosto de 2009

Salvar BPP com dinheiros dos contribuintes não é matéria de "interesse público"

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, reiterou hoje em Loulé, Algarve, que salvar o Banco Privado Português (BPP) com o dinheiros dos contribuintes portugueses não é matéria de "interesse público" nem "nacional".

"Nós não entendemos que salvar o banco do BPP com o dinheiros dos contribuintes seja uma matéria de interesse público", declarou Teixeira dos Santos, à margem da visita a um "roadshow" das energias renováveis que está a ter lugar em Loulé, segundo a Lusa.

Logo em Fevereiro, quando nos foi apresentado um primeiro plano para saneamento financeiro da instituição, o Governo tornou claro que entendia que não deveria haver o envolvimento de dinheiros públicos na capitalização deste banco".

"O ministério das Finanças apenas entende que tem um interesse superior a defender que é o interesse dos contribuintes portugueses e entende que só deve envolver os dinheiros públicos em matérias que sejam de interesse público e nacional", acrescentou o ministro.

A administração do Banco Privado Português (BPP), liderada por Adão da Fonseca, vai sair no final de Agosto da instituição que está intervencionada pelo Banco de Portugal, depois de ter apresentado a 20 de Julho o pedido de substituição.

O presidente do Conselho de Administração do BPP pediu a 20 de Julho ao Banco de Portugal para substituir a actual administração da instituição.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de falência do BPP, Teixeira dos Santos referiu que essa matéria deveria ser "essencialmente" uma preocupação dos "seus accionistas".

"Essa é acima de tudo uma responsabilidade dos accionistas do banco. O banco se está nessa situação não é porque houve uma intervenção ou está a decorrer uma intervenção. Essa intervenção ocorreu porque é necessário fazer alguma coisa para salvaguardar os interesses das pessoas afectadas por uma questão anterior", argumentou Teixeira dos Santos.

Segundo o ministro, o Governo, desde a primeira hora, que tornou claro que honrava o seu compromisso que assumiu face a todos os portugueses de que no período de crise financeira, os depósitos dos portugueses estavam seguros nas instituições bancárias".

"Foi afirmado, na altura, que aqueles portugueses que tivessem depósitos bancários no BPP veriam salvaguardados os seus depósitos. Esse compromisso está a ser honrado e será honrado", reiterou o ministro.

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