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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sinais de recuperação económica já provocaram a primeira subida dos juros

A actual crise económica financeira levou a uma queda generalizada das taxas de juro. Um pouco por todo o mundo, os bancos centrais optaram por reduzir o preço do dinheiro para enfrentar a grave situação económica. Agora que a recessão global começa a dar sinais de abrandamento já há quem comece a inverter este processo. Como é o caso do banco central de Israel.

A autoridade monetária israelita foi a primeira a voltar a subir o preço do dinheiro. Desde Março que o banco central mantinha a taxa de juro no mínimo histórico de 0,5%. Hoje anunciou um aumento de 25 pontos percentuais para 0,75%. Apenas dois dos 12 economistas contactados pela Bloomberg esperavam esta subida.

Para esta decisão contribuiu o facto da economia israelita ter saído da recessão no segundo trimestre deste ano, tendo crescido 1% face ao período homólogo.

Na sexta-feira, o governador do banco central, Stanley Fischer (na foto), afirmou que "surgiram os primeiro sinais de crescimento global".

No segundo trimestre não foi apenas a economia de Israel que saiu da recessão. O mesmo aconteceu em França, Alemanha ou Japão.

Reserva Federal ou Banco de Inglaterra? Quem se segue?

Entre a Reserva Federal (Fed) e o Banco de Inglaterra, os economistas do Goldman Sachs e do Deutsche Bank acreditam que Mervyn King vai antecipar-se a Ben Bernanke na subida dos juros.
Opinião que é partilhada por Willem Buiter, professor da London School of Economics. No entanto, Buiter alerta que "se isto acontecer demasiado cedo, pode abortar a frágil recuperação e provocar uma apreciação dolorosa da libra. Se for demasiado tarde, pode penalizar a evolução da inflação".

Willem Buiter acredita que o banco central vai começar a subir os juros em meados de 2010 e que a Fed vai esperar até 2011. O próprio presidente da Fed admitiu recentemente que a Fed vai ser "fortemente acomodatícia" durante um "longo período de tempo".

No Reino Unido, a economia começa a dar alguns sinais de recuperação, após ter atravessado a pior recessão desde a II Guerra Mundial, o que obrigou o banco central a cortar os juros para os 0,5%, o nível mais baixo de sempre.

A Fed foi o primeiro banco central a baixar as taxas de juro. A primeira redução foi realizada em Setembro, altura em que os juros estavam nos 5,25%. Desde aí foram feitos 10 cortes e a taxa está actualmente num intervalo entre 0% e 0,25%.

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