Notícias principais - Google Notícias

Loading

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos decide não avançar com greve

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) decidiu hoje não avançar para uma greve, optando por esperar pela nova proposta do Governo para a revisão das carreiras especiais da Direcção-Geral dos Impostos.

“Nós não vamos travar nenhuma luta com a administração. Esperamos que a proposta que nos vai ser apresentada nos transmita alguma serenidade e algum avanço”, disse hoje o presidente do STI, Hélder Ferreira, no final de uma reunião com a estrutura nacional no sindicato.

“Recusamos também um braço-de-ferro com o Governo. Não vamos colocar o senhor ministro das Finanças entre a espada e a parede”, acrescentou.

Desta forma, o STI prefere esperar pela apresentação de uma nova proposta do Governo para a revisão das carreiras, que deverá chegar aos sindicatos no próximo dia 4 de Setembro, e onde Hélder Ferreira exige que seja contemplada a atribuição do vínculo por nomeação a todos os trabalhadores, e não apenas às chefias.

“Esta proposta do vínculo aos chefes de Finanças mais não é do que uma tontice de Verão. Jamais aceitaremos a divisão dos colegas dos impostos”, defendeu o presidente do STI.

Nova reunião a 8 de Setembro

Na reunião negocial que decorreu na passada segunda-feira no Ministério das Finanças, a intenção de atribuir o vínculo por nomeação apenas a quem desempenha cargos de chefia, e apenas em situação de comissão de serviço, foi confirmada aos sindicatos pelos membros do executivo presentes no encontro.

Para o STI, o vínculo por nomeação, uma protecção dada pelo Estado aos trabalhadores no exercício das suas funções, não é algo negociável.

Hélder Ferreira adiantou que novas decisões estão dependentes do que for decidido na reunião das estruturas nacionais do sindicato, marcada para 8 de Setembro, um dia depois da reunião no Ministério das Finanças onde será discutida a nova proposta governamental.

Caso as reivindicações do STI não sejam tidas em conta, a hipótese de convocar uma greve nessa altura não está posta de parte.

“A greve é um direito democrático dos trabalhadores. Estamos conscientes do caminho que poderemos vir a trilhar, a nossa luta estará totalmente dirigida contra a fraude e evasão fiscal”, disse Hélder Ferreira.

Entre o Governo e sindicatos do sector dos impostos decorrem negociações para a revisão das carreiras especiais da Direcção-Geral dos Impostos, com a revisão salarial e o vínculo por nomeação no centro da discussão.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Castro Jerónimo - Search Engine

Arquivo do blogue