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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Só a aposta na supervisão pode reabilitar banco central

Os casos BCP, BPN e BPP abriram uma ferida profunda na credibilidade do Banco de Portugal enquanto supervisor. Daqui em diante, o sucesso na difícil tarefa de reabilitar a sua imagem dependerá de uma aposta consistente e visível naquela que é a sua principal responsabilidade (e fragilidade): a supervisão da actividade bancária.

E isso implica não só mais recursos nessa área, mas também uma nova filosofia, quer na fiscalização das instituições financeiras, quer nas contas que o banco central presta à sociedade. Assim se resumem as principais ideias dos cinco especialistas ouvidos pelo Negócios sobre o que irá condicionar a restauração da credibilidade do BdP.

Face aos duros ataques a que foi sujeito nos últimos meses, Vítor Constâncio, governador, considerou por várias vezes que as críticas eram exageradas. Em Maio, numa das últimas visitas ao Parlamento, afirmou que "o Banco de Portugal não é uma polícia universal que sabe tudo sobre os bancos (...) ou uma polícia para descobrir fraudes", acusando alguns deputados de "grande desconhecimento sobre o que é a supervisão", e apelando a que não seja "cometido o erro, para não dizer outra coisa, de se avaliar a actuação por critérios que sejam diferentes das práticas internacionais".

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