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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Um quarto dos desempregados nacionais vive no distrito do Porto

A CDU alertou hoje para a situação de "emergência social" que se vive no distrito do Porto, onde está um quarto dos desempregados portugueses e a taxa média de desemprego é de 13 por cento, três pontos percentuais acima da média nacional.

"O desemprego no distrito do Porto representa 25 por cento do desemprego nacional, quando a sua população é apenas de 17 por cento", sublinhou Jaime Toga, candidato da CDU pelo círculo do Porto à Assembleia da República. Segundo o candidato comunista, "estima-se que existam cerca de 150 mil desempregados no distrito e que mais de 200 mil trabalhadores recebam salários inferiores a 600 euros".

Em conferência de Imprensa, Jaime Toga afirmou, baseado em dados recentes do Instituto de Emprego e Formação Profissional, que o distrito do Porto "continua a apresentar uma taxa média de desemprego (13 por cento) superior à taxa média nacional (10 por cento)" e que "alguns concelhos apresentam taxas claramente acima, tais como Baião (21 por cento), Santo Tirso e Trofa, (18 por cento), e Gaia (16 por cento)".

"Se levarmos em consideração os dados do mês de Maio vemos que enquanto a nível nacional o número de desempregados diminuiu em 99, no distrito verificou-se um aumento de 1.876, ou seja 1,6 por cento", frisou.

Segundo o candidato da CDU, "o país e em particular o distrito do Porto, está mais pobre, mais desigual e mais injusto, situação amplamente agravada pelo encerramento de serviços públicos dos últimos anos, por continuado desinvestimento público e por uma politica ruinosa para a indústria e comércio da região".

Considerou, por isso, "particularmente grave" que os últimos governos tenham chumbado as propostas apresentadas pelos deputados do PCP na Assembleia da República, nomeadamente a alteração dos critérios para atribuição do subsídio de desemprego e o Plano social de Emergência.

Os candidatos do CDU pelo distrito do Porto mantêm o compromisso de apresentar propostas com vista a uma justa distribuição da riqueza, ao combate à corrupção, ao fim das regalias aos bancos e grupos económicos e ao efectivo apoio às micro, pequenas e médias empresas.

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