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terça-feira, 15 de março de 2011

Bancos sujeitos a 3 testes de resistência por ano

As instituições financeiras serão sujeitas a três tipos diferentes de testes de resistência em cada ano, um dedicado às análises de sensibilidade, outro aos cenários e outro aos «reverse stress tests», anunciou esta terça-feira o Banco de Portugal.

No Boletim Oficial de Março, o supervisor bancário publicou a instrução dedicada aos testes de esforço que vão avaliar todas as instituições de crédito e empresas de investimento sujeitas à supervisão do Banco de Portugal.

Os exames têm como fim analisar a gestão do risco, as sensibilidades, os cenários e os «reverse stress tests», cujo objectivo é identificar as condições que comprometem o modelo de negócio das instituições e eventuais falhas que o mesmo possua, escreve a Lusa.

Bancos vão ter de fazer auto-avaliação

O Banco de Portugal vai ainda submeter os bancos a relatórios de auto-avaliação e permite-lhes que sugiram «medidas correctivas», admitindo ainda - caso seja necessário - solicitar testes pontuais às instituições.
Estes testes são paralelos aos que serão produzidos pela Autoridade Bancária Europeia e serão reportados periodicamente ao supervisor nacional.

Os relatórios com os resultados dos testes de esforço e da auto-avaliação sobre a sensibilidade serão enviados à entidade liderada por Carlos Costa semestralmente - com datas de referência a 30 de Junho e 31 de Dezembro.

Já as análises de cenário e os «reverse stress tests» terão uma periodicidade anual, com data de referência de 31 de Dezembro.

O Banco de Portugal define os seguintes riscos materiais que devem ser avaliados: risco de crédito, operacional, de mercado, de contraparte, de concentração, de taxa de juro da carteira bancária, de flutuações de mercado, de liquidez, de reputação e de correlação.

O risco operacional, o risco de reputação, os efeitos indirectos do risco de mercado (impacto potencial nas carteiras geridas, quer pela sua desvalorização, quer pela saída de clientes), e o risco de correlação entre riscos e factores de risco devem ainda merecer «particular atenção».

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