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segunda-feira, 7 de março de 2011

Crise da dívida vai ditar saída(s) do euro

A Zona Euro vai sobreviver à crise da dívida europeia e até sair dela mais preparada para choques futuros. No entanto, pelo menos um país deixará a moeda única - e não deverá ser Portugal.

«Um ou dois países devem sair da Zona Euro. Não sei se Portugal será um deles, mas ficaria surpreendido se isso acontecesse. Não está no topo da minha lista», disse à Lusa o ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional e actual professor da escola de gestão Sloan, do Massachussetts Institute of Technology (MIT), Simon Johnson.

Na verdade, «acho que a maioria da zona euro se aguenta, que encontrará regras fiscais comuns e de supervisão, para um sistema financeiro mais forte».

No topo das prioridades, defende, deveria estar o sistema financeiro da região do euro, que se tornou demasiado grande em relação à economia, e que enfrenta questões sobre a sua exposição às economias periféricas e, consequentemente, do valor dos seus activos.

«Os bancos que também se tornaram poderosos demais e precisam absolutamente e desesperadamente de mais capitais. Isso é verdade em Portugal e Espanha e no resto da Zona Euro».

«Gerir a zona euro com bancos subcapitalizados é pedir sarilhos e sarilhos para todos na sociedade».

Mais do que o próximo Conselho Europeu ou outros anteriores, o que está a ditar a resposta europeia e a criação de mecanismos de contenção da crise e de resposta é o factor «pressão».

«Espero que façam progressos quando houver a próxima crise, quando houver pressão dos mercados. Essa infelizmente é a forma como operam e cria riscos substanciais para eles próprios e para o resto do mundo».

Este fim-de-semana surgiu já o alerta de que o risco de nova crise financeira existe mesmo.

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