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terça-feira, 18 de agosto de 2009

BPP: Adão da Fonseca recua na demissão

Se o fundo que junta os activos dos clientes de retorno absoluto for aprovado pela CMVM, Adão da Fonseca admite manter-se na presidência do Banco Privado, apurou a agência Lusa.
A posição da administração demissionária seria "irreversível caso não houvesse uma evolução no impasse criado em torno da resolução do problema dos clientes de retorno absoluto", revelou hoje à Lusa uma fonte próxima do processo. Oficialmente, o Banco Privado Português (BPP)diz apenas que "não comenta a matéria".
A ser aprovado pela Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM), o Fundo Especial de Investimento (FEI) reunirá os activos dos clientes de retorno absoluto do BPP e recupera a solução defendida pela administração do banco em Abril, tendo uma maturidade de 10 anos.
Este novo dado deverá levar à permanência de Adão da Fonseca na liderança do BPP mas, segundo a mesma fonte, nem todos os administradores nomeados pelo Banco de Portugal para a gestão do banco fundado por João Rendeiro estarão na disposição de se manterem em funções.
Para além de Adão da Fonseca, que é o presidente do conselho de administração, os restantes administradores do BPP são João Gamito de Faria, Carlos Lemos Santos e João Ermida, o último a juntar-se à equipa - no final de Fevereiro.
Sérgia Narciso Farrajota, que também foi nomeada pelo Banco de Portugal para o cargo de administradora do BPP, sendo responsável pelo departamento jurídico, já tinha apresentado a 02 de Abril o seu pedido de demissão do banco, alegando motivos pessoais.
O presidente do BPP pediu a 20 de Julho ao Banco de Portugal para substituir a actual administração da instituição e, face à recusa do supervisor bancário, anunciou a renúncia em bloco aos cargos a 07 de Agosto.
A rejeição de quatro propostas de recuperação do BPP - a primeira de 26 de Dezembro de 2008, a segunda de Fevereiro, a terceira de Abril e a quarta de 19 de Julho - e o "provável" cenário de insolvência face a essas recusas foram as razões que levaram a administração do banco a pedir então a substituição.
Porém, a possibilidade de haver um novo impulso na resolução do problema dos clientes do retorno absoluto deverá permitir que, pelo menos, parte da equipa de gestão do BPP permaneça em funções.

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