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sábado, 22 de agosto de 2009

Crise afecta marcas de luxo a nível internacional

Em Portugal, a realidade parece ser outraA crise afastou os clientes das lojas de marcas de luxo e as empresas enfrentam problemas devido à quebra das vendas, motivada pela procura de produtos mais baratos pelos consumidores, mas a situação pode estar a mudar. No entanto, em Portugal, as marcas de luxo esperam ficar imunes às dificuldades económicas, pelo menos, durante 2009.

Muitos resultados financeiros de vários grupos de produção ou comercialização de artigos de luxo pioraram nos primeiros meses deste ano, mas as opiniões e as situações divergem, denota a Lusa.

No final de Julho, o dono da Gucci, François-Henri Pinault, dizia que parou o agravamento do desempenho desta área de negócio. «As vendas globais de luxo já não estão a deteriorar-se», defendeu, acrescentando que «Setembro será um mês chave para ver se a recuperação está aí».

Já no mercado português, as marcas de luxo parecem dar-se bem com as vendas de várias lojas do centro de Lisboa inalteradas ou mesmo a subir face a 2008, quando a crise ainda não afectava o consumo.

A agência Lusa contactou algumas lojas da Avenida da Liberdade e do Chiado, em Lisboa, e os seus gerentes transmitiram uma ideia positiva do comportamento dos clientes, fazendo crer que o negócio de luxo em Portugal não está tão mal como a nível internacional.

Isso não quer dizer, no entanto, que a crise não se faça sentir. Exemplo disso é o fecho da loja Cartier, no Chiado. Contactada pela agência Lusa, a responsável pela área de Relações Públicas da Cartier, Esperanza Rogero, limitou-se a confirmar que, «para já, a decisão da marca é manter o encerramento da Joalharia, em Lisboa».

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