Muitos resultados financeiros de vários grupos de produção ou comercialização de artigos de luxo pioraram nos primeiros meses deste ano, mas as opiniões e as situações divergem, denota a Lusa.
No final de Julho, o dono da Gucci, François-Henri Pinault, dizia que parou o agravamento do desempenho desta área de negócio. «As vendas globais de luxo já não estão a deteriorar-se», defendeu, acrescentando que «Setembro será um mês chave para ver se a recuperação está aí».
Já no mercado português, as marcas de luxo parecem dar-se bem com as vendas de várias lojas do centro de Lisboa inalteradas ou mesmo a subir face a 2008, quando a crise ainda não afectava o consumo.
A agência Lusa contactou algumas lojas da Avenida da Liberdade e do Chiado, em Lisboa, e os seus gerentes transmitiram uma ideia positiva do comportamento dos clientes, fazendo crer que o negócio de luxo em Portugal não está tão mal como a nível internacional.
Isso não quer dizer, no entanto, que a crise não se faça sentir. Exemplo disso é o fecho da loja Cartier, no Chiado. Contactada pela agência Lusa, a responsável pela área de Relações Públicas da Cartier, Esperanza Rogero, limitou-se a confirmar que, «para já, a decisão da marca é manter o encerramento da Joalharia, em Lisboa».

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