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domingo, 9 de agosto de 2009

Planos de contingência contra a Gripe A ajudam empresas a garantir continuidade do negócio

Como actuar se um trabalhador apresentar sintomas da doença ou como assegurar actividades críticas são aspectos previstos nos planos de contingência que cada vez mais empresas estão a elaborar para enfrentar a gripe A.

Em declarações à agência Lusa, Jaime Gato, 'risk consulting' da gestora de riscos Marsh, que disponibiliza às empresas serviços de consultoria na elaboração deste tipo de planos, destacou que a assessoria na elaboração deste documento "exige sempre um envolvimento muito grande da empresa".

Segundo explicou, a contribuição da consultora pode ir desde a elaboração, de raiz, do plano de contingência de uma empresa, até ao fornecimento de apenas "algumas directrizes e documentação" ou à adaptação de um plano já existente à situação específica da gripe A.

"Tem de haver sempre uma parte relativa a funções e responsabilidade, em que se define que pessoas têm determinado tipo de missões", e um levantamento das actividades críticas para a empresa que terão que ser sempre asseguradas, disse Jaime Gato.

Além do "que se deve fazer se alguns trabalhadores tiverem sintomas", que recursos materiais (nomeadamente a nível da higienização) é que a empresa deve dispor e como os deve utilizar e quais os procedimentos operacionais a ter, por exemplo, na relação com fornecedores, "é também importante estabelecer alguns cenários para determinadas percentagens de absentismo de trabalhadores", acrescentou.

Uma vez que a complexidade do plano de contingência a elaborar é proporcional à dimensão de cada empresa, são sobretudo as unidades de maior dimensão que têm recorrido aos serviços externos de consultoras, uma vez que "as empresas de menor dimensão têm mais facilidade em elaborar um plano sozinhas, porque é bem mais simples", afirmou Jaime Gato.

Também a Associação Empresarial de Portugal (AEP), que acaba de terminar o seu próprio plano de contingência, vai prestar às empresas suas associadas (na maioria PME) "todo o apoio" na elaboração deste documento.

"Fomos das primeiras, senão a primeira, associação empresarial a concluir o nosso plano de contingência e agora vamos disponibilizar aos nossos associados o conjunto de informações que reunimos através da nossa experiência e dos dados divulgados no site da Direcção-geral de Saúde", disse à Lusa o vice-presidente da AEP.

Considerando natural que nas grandes empresas o "nível de sensibilização" para a necessidade de planos de contingência seja maior que nas PME, Paulo Nunes de Almeida acredita que ocorrerá "um efeito de bola de neve", pois as unidades de maior dimensão "relacionam-se a montante e a jusante com empresas mais pequenas e estão a incentivá-las a elaborar os respectivos planos".

O administrador da consultora Keptone, Carlos Chança, salienta que a pandemia de gripe A "tem a vantagem de ser um acontecimento anunciado e, por isso, permite às organizações preparem-se antecipadamente".

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