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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Retoma em Portugal alimentada pelo consumo privado

Os indicadores coincidentes do Banco de Portugal, que antecipam a evolução da produção e do consumo privado, revelam que o consumo privado é um dos agregados da despesa que está a alimentar a inversão da tendência de queda da actividade económica. Pela primeira desde Janeiro deste ano, o indicador coincidente do consumo privado registou um crescimento, depois de se ter deixado de afundar em Maio.

O peso do consumo privado na despesa interna total permite que o facto de ter deixado de se afundar impeça igualmente que a actividade económica no seu todo se continue a degradar. É assim que se verifica a partir de Maio o fim da última fase de queda cada vez mais acentuada da actividade económica.

O consumo privado está a ser alimentado pela subida do poder de compra pela queda de preços em geral, com especial relevo para os combustíveis – que entretanto já começaram a subir – e pela redução das taxas de juro, com efeitos nas prestações das casas. Estes efeitos estão a ser superiores, neste momento, ao impacto negativo que a subida do desemprego tem no consumo privado.

O facto de o consumo estar a moderar a trajectória de queda da economia, como já tinha sido revelado pelo INE na sua análise de conjuntura desta semana, levanta interrogações sobre a solidez da retoma. Não será possível garantir a trajectória de recuperação se esta for baseada apenas no consumo privado interno. Mas o facto dos parceiros europeus portugueses estarem igualmente a recuperar permite admitir que se poderá seguir um aumento das exportações.

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