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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Crise económica traz «inevitáveis riscos» de pobreza

Ministro do Trabalho diz que medidas do Governo são suficientes para equilibrar perigos
Vieira da Silva, ministro do Trabalho e Solidariedade Social, disse esta quarta-feira que a crise económica traz «inevitáveis riscos sobre o nível de pobreza em Portugal», mas garantiu que as medidas do Governo são suficientes para equilibrar esses perigos.
«Esse risco existe, mas é por isso que o reforço das transferências sociais, este ano, é mais significativo, principalmente para os idosos, as crianças e os desempregados. Não nego que a crise agrave os problemas, mas não creio que as mudanças estruturais que estão a verificar-se na distribuição de rendimento possam ser invertidas por esta situação», realçou o ministro, citado pela Lusa.

Em reacção aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) que dizem que o número de portugueses em risco de pobreza se manteve na taxa de 18%, em 2007, à semelhança da tendência dos dois anos anteriores, o ministro sublinhou: «Há ainda um instrumento muito importante que não produziu efeitos, que é a elevação do salário mínimo nacional, que cresceu a partir de 2007 a taxas bem superiores às [subidas das] taxas dos salários médios em 2008 e 2009».

Estes factores, frisou o ministro, «poderão contrabalançar os inevitáveis riscos que uma crise económica traz para os indicadores sociais», lembrou.

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