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domingo, 12 de julho de 2009

Do restart TV à Playstation, a história da primeira pessoa com fibra óptica em Portugal

As operadoras prometem levar a revolução da fibra óptica aos lares de milhões de portugueses, mas já ninguém tira o proveito a Vera Mocinha, a primeira portuguesa a instalar uma rede de alta velocidade em Internet em casa.

As vantagens são muitas, garante em entrevista à agência Lusa a primeira cliente da nova geração de fibra óptica do país, já lá vai um ano: na televisão, consegue ver desde o início programas que já começaram, e através da Internet, faz agora em 10 minutos o que antes demorava 40.

"Chego muitas vezes a casa às nove da noite e não consigo apanhar o início do telejornal. Mas agora posso vê-lo desde o início por causa da funcionalidade de 'restart'. Agora nunca perco um programa, uma série ou um filme que queira ver", conta Vera, sublinhando também que a qualidade de imagem melhorou muito.

Advogada, 33 anos, Vera usa hoje a fibra óptica tanto para fins profissionais como para lazer, mas foi a velocidade "ultra-rápida" da Internet que a conquistou.

"Disseram-me que podia fazer downloads e upldoads muito rápidos e de facto isso aconteceu. Em aplicações que faço para os tribunais e que muitas vezes demoravam cerca de 40 minutos devido aos anexos que enviava, hoje chego a gastar apenas dez minutos", conta.

Já o seu marido usa a também chamada rede de nova geração mais por diversão. "O Ricardo vive na Playstation 3 e organiza campeonatos de futebol, com temporadas, jogos com horas marcadas e em tempo real", afirma Vera, lembrando que o tempo de reacção - "que é relevante" - é muito maior para quem consegue ter velocidades elevadas, permitidas pela fibra óptica.

"Por exemplo, no jogo de consola 'Pro Evolution Soccer' há uma bolinha que marca o estado da Internet - a nossa está sempre a verde, ou seja no máximo da velocidade, e a dos amigos, que ainda não têm redes de alta velocidade em casa, está sempre a amarelo ou encarnado", acrescentou Vera.

O contacto com as altas velocidades de navegação na Internet deu-se quando um amigo, que trabalha numa operadora de telecomunicações, lhe falou da nova tecnologia. "Não fui à procura, ele disse-me que estavam a fazer testes na zona onde vivo - na Alta de Lisboa - e que eu podia experimentar", disse.

Assim, durante seis meses, Vera aproveitou a nova tecnologia, nomeadamente a nível da Internet, beneficiando inicialmente de velocidades gratuitas de 100 megabits por segundo (Mbps). Agora tem um pacote de 50 Mbps, com tráfego ilimitado, por 49,9 euros.

Contudo, alerta, nem toda a Internet está preparada para funcionar às velocidades permitidas pela nova tecnologia, e daí ter optado pelos 50 Mbps: "Para já não sinto necessidade dos 100 megas porque ainda são muito poucos os 'sites' que estão preparados para a nova tecnologia, como é o caso do You Tube", afirmou.

Agora, a velocidade normal já parece demasiado lenta: "Quando vou passar férias com a minha mãe ao Alentejo, já não me satisfazem os tradicionais serviços de Internet e televisão", concluiu.

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