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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Economia portuguesa deve cair 3,7 por cento este ano

A economia portuguesa deverá contrair 3,7 por cento este ano, estimam economistas da Universidade Católica. A queda será particularmente forte no segundo trimestre – 4,2 por cento – e irá sentir-se ainda em 2010, com uma contracção de 0,4 por cento.

De acordo com as previsões do núcleo de estudos de conjuntura da Universidade Católica (NECEP), a economia portuguesa vai registar uma quebra de 3,7 por cento em 2009, o que significa uma revisão em baixa da anterior previsão de 3,2 por cento.

Para o NECEP, “esta projecção reflecte o impacto muito adverso que a conjuntura externa continua a ter sobre as exportações, bem como o péssimo desempenho do investimento”.

O núcleo da Universidade Católica destaca também a “forte quebra” do consumo privado no primeiro trimestre, mas salienta que este indicador “parece estar a beneficiar ainda de alguns factores de suporte, como a descida das taxas de juro e a quebra do índice de preços”.

Em relação ao segundo trimestre de 2009, o NECEP prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha caído 4,2 por cento em termos homólogos, enquanto que, em relação ao primeiro trimestre de 2009, a quebra foi de 0,4 por cento.

O NEPEC refere que houve uma “uma desaceleração importante do ritmo de quebra da economia face ao verificado nos dois trimestres anteriores: um resultado que terá sido comum às principais economias mundiais”.

E, embora reconheça que os piores cenários admitidos no princípio do ano não se materializaram, alerta que “qualquer leitura adicional deve ser muito prudente”, adiantando que a melhoria observada no segundo trimestre pode não significar ainda que Portugal tenha entrado numa “trajectória de recuperação económica”.

O NEPEC estima que a taxa de desemprego tenha ficado em nove por cento no segundo trimestre, o que representa um aumento de 0,1 por cento em relação ao trimestre anterior e de 1,7 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o próximo ano, os economistas da Universidade Católica prevêem uma contracção da economia portuguesa de 0,4 por cento.

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