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terça-feira, 14 de julho de 2009

Fluxos de remessas para os países em desenvolvimento deverão cair 7,3 por cento

Os fluxos de remessas para os países em desenvolvimento poderão chegar ao 304 mil milhões de dólares (217 mil milhões de euros), menos do que os valores previstos inicialmente, avisou hoje o Banco Mundial.

A baixa face às estimativas - que eram de 328 mil milhões de dólares (235,1 mil milhões de euros) - deve-se à diminuição dos fluxos de migrações face à crise, de tal forma que o número de migrantes no estrangeiro se mantém inalterado face ao ano passado.

As novas previsões do Banco Mundial incluem a incerteza sobre a profundidade e duração da actual recessão, assim como a previsão das alterações das taxas de câmbio e a possibilidade do controlo de imigrantes estar mais rígido nos principais países de destino.

“Existe um risco de que o aumento do desemprego reforce as restrições à imigração nos principais países de destino. Tais restrições poderão inibir as remessas mais do que o previsto e desta forma, abrandar a recuperação global, na mesma altura que a emergência do proteccionismo põe em perigo e recuperação económica”, alertou Hans Timmer, director do departamento das perspectivas de desenvolvimento do Banco Mundial.

A região da África Subsariana poderá ser a mais afectada com um abrandamento no fluxo das remessas, da ordem dos 8,3 por cento. Os países da América Latina e região das Caraíbas também deverão ver as remessas reduzidas em 6,9 por cento, tendo como causa principal o aumento do desemprego nos Estados Unidos.

O Banco Mundial prevê que os fluxos para o sudeste asiático se mantenham fortes, mas mesmo assim com uma redução ligeira. A Índia, a China e o México serão os países que mais dinheiro receberão dos seus emigrantes residentes no estrangeiro.

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