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terça-feira, 14 de julho de 2009

Imigração ilegal: Dezoito detidos em mega-operação luso-espanhola

Lisboa, 13 Jul (Lusa) - Uma mega-operação policial envolvendo forças portuguesas e espanholas culminou, na detenção de 18 pessoas por crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal e tráfico de seres humanos, revelou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
A operação, denominada "Iberoslava", quinta-feira, visou dar cumprimento a diversos mandados judiciais de detenção e busca e foi desencadeada no âmbito de uma investigação conjunta entre o SEF e o Cuerpo Nacional de Policía de Espanha, sob coordenação do EUROJUST.
Em Portugal, foram detidos cinco cidadãos estrangeiros, em Leiria e Lisboa, indiciados pela prática de crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, tráfico de pessoas, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
Dois ficaram em prisão preventiva e os restantes sujeitos a apresentações periódicas à autoridade policial.
Foram também realizadas cinco buscas domiciliárias e duas a escritórios, tendo sido apreendidos computadores, documentação, dinheiro e viaturas.
Em Espanha, foram detidas 13 pessoas indiciadas pela prática de crimes de associação criminosa, fraude documental, favorecimento à imigração ilegal, tráfico de seres humanos, branqueamento de capitais e crimes contra a segurança rodoviária. Foram apreendidas armas, computadores, dinheiro e documentação.
O grupo criminoso, que actuava em Portugal e Espanha, obtinha cartas de condução portuguesas com base em documentos falsos, que se destinavam a ser utilizadas por cidadãos oriundos de países do Leste que se encontravam em território espanhol, para poderem circular no espaço da União Europeia.
Além disso, tentavam obter títulos de residência portugueses tendo por base o reagrupamento familiar previsto na lei mas fundamentado em dados fictícios ou fraudulentos entre cidadãos do Leste europeu em situação regular em Portugal e cidadãos do Leste europeu em situação irregular em Espanha.
Na prática, esta actividade possibilitava que os cidadãos estrangeiros e seus presumíveis familiares entrassem e circulassem entre os dois países com documentos que obtinham de modo fraudulento, facilitando a sua passagem para os restantes países da União Europeia.

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