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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Linha de crédito para exportar e investir na China pouco utilizada

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem disponível desde 2008 uma linha de crédito de 300 milhões de euros para apoiar investimentos e exportações para a China, mas a procura tem sido escassa, segundo fontes do banco.

"Tem sido difícil encontrar importadores chineses com interesse nas áreas" seleccionadas pela linha de crédito, admitem os responsáveis da CGD por esta área.

Esta linha tem como objectivo apoiar exportações portuguesas de bens de capital e serviços para a China em sectores considerados prioritários. Energias renováveis, tratamento de águas e resíduos, ambiente e saúde foram os sectores seleccionados para apoio ao abrigo deste instrumento.

A linha de crédito foi desenvolvida ao abrigo do acordo formalizado entre o Estado português e a República Popular da China, em 2007 e ficou formalizada em Maio de 2008. Envolve a CGD e o banco estatal chinês Export-Import Bank of China (Eximbank), e funciona como um contrato de financiamento banco a banco. A CGD financia o Eximbank, que por sua vez repassa o crédito ao importador chinês, sendo a República Popular da China o garante do financiamento concedido.

A 31 de Janeiro de 2007, no âmbito da visita do primeiro-ministro português à China, os ministérios das Finanças dos dois países assinaram um memorando de entendimento que levou mais tarde à abertura da linha de crédito, numa cerimónia presidida por José Sócrates e pelo seu homólogo Wen Jiabao.

O ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, afirmou então que a linha de crédito tem como meta principal "contribuir para importações chinesas de bens de equipamento" portugueses.

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