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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Novo manifesto: economistas defendem investimento público

Empresários e personalidades do mundo académico subscrevem
A polémica continua em torno das grandes obras públicas. Depois de dezenas de economistas terem publicado um manifesto contra estes projectos, foi esta semana divulgado um novo manifesto, desta vez pró investimento público, assinado por 31 personalidades da vida económica, empresarial e académica.

Na proposta, globalmente designada por «Portugal necessita de investimento público estratégico. Parar é sacrificar o futuro», é defendida uma aposta em «projectos estratégicos de obras públicas», como o novo aeroporto, o TGV e a modernização das infra-estruturas marítimo-portuárias.

Os signatários do manifesto afirmam que estes investimentos de natureza pública «têm como contrapartida activos de importância capital que serão deixados às gerações futuras», tornando Portugal num país mais competitivo e melhor preparado para a recuperação sustentada da economia nacional.

«Portugal confronta-se com uma dupla crise: uma de natureza conjuntural que traduz, no plano nacional a crise económica internacional, outra de natureza estrutural que desencadeia, progressivamente, uma perda de dinamismo e de capacidade competitiva», acrescentam.

Por isso mesmo, defendem, «os projectos estratégicos de obras públicas devem ser encarados como uma resposta eficiente no combate à crise estrutural. São necessários para reforçar a economia nacional e o tecido empresarial e para valorizar as novas apostas das empresas nos campos tecnológico, energético e ambiental».
Perante o actual panorama internacional, «a sustentabilidade financeira tem de ser rigorosamente respeitada, mas continuar a adiar decisões desta ordem de importância é hipotecar o futuro do país».

Da lista constam nomes como Almerindo Marques (presidente da Estradas de Portugal), Emídio Rangel, Filipe Soares Franco, Francisco Murteira Nabo (presidente da Ordem dos Economistas), Jorge Armindo, José Penedos, Luís Nazaré (ex-presidente dos CTT), Sérgio Figueiredo (ex-director do Jornal de Negócios) e Victor Martins (ex-presidente da CGD).

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