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terça-feira, 14 de julho de 2009

Novos depósitos das famílias diminuem em Maio

Os depósitos efectuados pelas famílias diminuíram, em Maio, invertendo assim a tendência dos últimos meses que mostrava que os particulares estavam a colocar mais dinheiro nos bancos.

No total, as famílias colocaram 9,7 mil milhões de euros nos bancos, em forma de depósitos, no mês de Maio. Este valor corresponde a uma queda face ao valor homólogo e quando comparado com o mês de Abril, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

Os novos depósitos realizados em Maio, pelas famílias, correspondem a menos 787 milhões do que em Abril e a menos 26 milhões do que em igual período do ano passado.

Ainda assim, o volume depositado no mês em análise continua bastante acima dos volumes registados em 2007, apesar dos juros estarem actualmente mais baixos.

A remuneração média paga pelas instituições financeiras pelos depósitos dos particulares, em Maio deste ano, era de 2,04%. Em Maio de 2007, estava nos 3,53%.

Esta queda das remunerações está relacionada com a queda das taxas de juros nos mercados internacionais. Já o aumento dos depósitos está relacionado, em parte, com a instabilidade que se vive actualmente em termos económicos. Muitas famílias preferem amealhar mais dinheiro para enfrentar potenciais problemas de emprego, por exemplo.

Por outro lado, com as perdas dos mercados bolsistas no ano passado, muitos investidores, que não gostam da exposição ao risco, acabaram por deslocar dos mercados accionistas dinheiro que colocaram em depósitos.

Já as empresas, colocaram menos dinheiro, em Maio, do que em Abril mas em termos homólogos, os novos volumes depositados cresceram, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

No total, as empresas colocaram nos bancos 7,4 mil milhões de euros, menos 2,8 milhões do que no mês anterior, mas mais 267 milhões do que em Maio de 2008.

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