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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Polícia diz que atentados de Jacarta têm a marca da Jemaah Islamiah

A polícia indonésia informou hoje que nos ataques de sexta-feira passada a dois hotéis de luxo de Jacarta foram usados métodos e equipamento anteriormente utilizados pelo grupo islâmico Jemaah Islamiah. Mas um responsável do ministério da Segurança admite que por trás das acções violentas esteja Noordin Top, que se pensa ter rompido com a organização para criar um grupo mais radical.

Os atentados suicidas tiveram como alvos os hotéis Marriot e Ritz-Carlton, mataram nove pessoas e feriram 53.

Os investigadores, segundo os quais os autores dos atentados se hospedaram nos hotéis muito frequentados por homens de negócios e diplomatas, estão a procurar fazer a reconstituição da fisionomia de um dos suspeitos que terá feito o “check in” na quarta-feira, noticiou a Reuters.

A Jemaah Islamiah foi considerada reponsável pelos atentados de Bali e Jacarta, em 2002 e 2005. Apesar de especulações surgidas na imprensa indonésia sobre a identidade dos bombistas, a polícia disse que os seus nomes ainda não são conhecidos.

Ansyaad Mbai, chefe da secção de terrorismo do Ministério da Segurança, admitiu, contudo, que os ataques podem estar ao malaio Noordin Top, que se pensa ter rompido com a Jemaah Islamiah para criar um grupo mais radical.

Também Sidney Jones, especialista em militância islâmica do International Crisis Group, manifestou à Reuters a opinião de que os ataques têm o dedo de Noordin Top, que, ao contrário da prática mais comum da Jemaah Islamiah, privilegia o recurso a bombistas-suicidas e elege como alvos preferenciais símbolos do Ocidente.

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