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sexta-feira, 17 de julho de 2009

PSI 20 desvalorizou-se 48 por cento em dois anos

O principal índice da bolsa portuguesa, PSI 20, que negociava há dois anos nos 13.702 pontos com um valor de mercado acima dos 42 mil milhões de euros, desvalorizou-se desde essa altura 48 por cento e perdeu quase metade desse montante.

A maior crise económico-financeira mundial desde o 'crash' bolsista de 1929 levou 20,1 mil milhões de euros às 20 maiores empresas cotadas portuguesas em apenas 24 meses e, se não fosse a recuperação de 25 por cento desde os mínimos registados no início de Março, a capitalização bolsista da praça lisboeta seria ainda mais afectada.

O valor recorde de vários anos que o PSI 20 alcançou a 17 de Julho de 2007 esfumou-se rapidamente desde que estalou a bolha imobiliária nos Estados Unidos da América (EUA), conhecida por 'subprime', que provocou um efeito dominó de enormes proporções, provocando primeiro o 'crash' bolsista, depois a crise financeira, até que finalmente a crise se instalou na economia real.

O PSI 20 negoceiava no fecho da sessão de quinta-feira em torno dos 7.160 pontos, sendo necessário recuar até Novembro de 2003, ou seja, quase seis anos, para encontrar um valor de mercado idêntico das principais cotadas portuguesas, uma situação muito próxima da realidade vivida na generalidade das bolsas desenvolvidas.

Recuando no tempo em busca da última grande queda ('bear market') do mercado accionista lisboeta, encontra-se um paralelo com o período que decorreu desde que explodiu a bolha tecnológica (inícios de 2000) e o final de 2002, dois anos e alguns meses durante os quais o PSI 20 perdeu 65 por cento do seu valor, num movimento com muitas semelhanças ao que Lisboa (e suas congéneres internacionais) viveu nos tempos mais recentes.

A julgar pelos mais de quatro anos e meio que durou o período altista que se seguiu à forte desvalorização das bolsas observada no início da década, os investidores que agora decidirem entrar no mercado poderão ter oportunidade de apanhar a boleia da tendência de subida preconizada para o segmento accionista pela maioria dos especialistas nacionais e internacionais para os próximos tempos.

O mínimo do PSI 20 de 5.743 pontos atingido em Março último coincide precisamente com o mesmo dia (03 de Março de 2000) em que a praça nacional alcançou o seu máximo histórico, ao cotar próxima da barreira psicológica dos 15 mil pontos, isto, há nove anos.

Agora, para atingir novamente essa marca, o índice de referência português precisaria de beneficiar de uma subida acima de 100 por cento, algo que poderá demorar vários anos, estando dependente do regresso da confiança dos investidores e da recuperação económica a nível mundial.

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