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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Roubini prevê fim da recessão norte-americana este ano

Nouriel Roubini, o economista norte-americano que previu a actual crise, afirmou ontem que o pior da recessão deverá passar este ano, mas acrescentou que talvez seja necessário um novo pacote de estímulo económico para acelerar a recuperação.

Roubini, professor de economia da Universidade de Nova Iorque e também presidente da centro de previsões económicas, RGE Global Monitor, reuniu-se ontem com investidores num evento organizado pelo governo chileno, no qual transmitiu uma perspectiva optimista sobre a economia dos Estados Unidos. “Existe uma luz ao fundo do túnel, estamos perto do ponto de inflexão, mas a recuperação será anémica e a recessão norte-americana irá permanecer até ao final do ano”, afirmou.

Apesar do professor universitário defender que o pior da crise já passou, a hipótese de ser lançado um segundo plano de estímulo económico não está posta de lado. “Um segundo pacote na ordem dos 200 a 250 mil milhões de dólares poderá ser necessário agora ou no próximo ano”, face à queda da produção industrial e a rápida subida do desemprego, que em Junho foi de 9,5 por cento.

Quando questionado sobre o que achava da situação debilitada do grupo financeiro CIT, Roubini respondeu que a companhia deveria pedir a insolvência, se fosse caso disso. “Não acredito que a falência do CIT possa provocar um risco sistemático nos mercados financeiros, como foi o caso da Lehman Brothers”, afirmou o professor universitário aos investidores.

Roubini acrescenta que a China, Índia e o Brasil são os países que mais contribuirão para a recuperação da economia global. Já a Hungria, a Bulgária e a Ucrânia serão as mais afectadas.

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