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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Será um "erro estratégico" Portugal "ficar mais 30 anos à espera da alta velocidade"

osé Socrates voltou a defender uma união entre o Estado e as empresas e a aposta no investimento público, adiantando que será um erro estratégico Portugal ficar mais 30 anos sem o TGV.

“Quero dizer com clareza que considero um erro estratégico para o país ficar mais 30 anos à espera da alta velocidade”, disse José Sócrates, no discurso que proferiu esta noite num jantar em que reuniu cerca de 150 empresários no Porto.

“Não contem comigo os que pensam que o melhor para Portugal é que a fronteira da alta velocidade fique em Badajoz”, acrescentou.

“Sou de uma geração que tem muitas razões de queixa por não terem sido feitos os investimentos certos no momento certo e não quero que se queixem de mim pelo mesmo”, disse o primeiro-ministro, acrescentando: “olhem para Espanha e vejam quais são as regiões mais desenvolvidas. Vão ver que coincidem com a presença da alta velocidade”.

Sócrates defendeu não só o investimento público no TGV, mas também no novo aeroporto e na banda larga, criticando os que defendem o adiamento dos grandes investimentos.

“É o momento para apresentar ideias”, afirmou, pedindo para se deixar as ideologias de lado. “Menos ideologia, mais pragmatismo. Não ficamos agarrados à cartilha ideológica.”

Aproveitando a plateia presente no jantar, o primeiro-ministro apelou também a uma união entre Estado e as empresas. “É preciso que o Estado e as empresas construam um mínimo de consenso para o país. Este é o momento certo para isto ser feito. Não precisamos de concordar em tudo, mas é preciso que nos entendamos”, disse.

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