A maioria dos países da Zona Euro recusou ter uma representação única no Fundo Monetário Internacional (FMI), rejeitando uma proposta da Comissão Europeia e do presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.
"A discussão que tivemos ainda não terminou", reconheceu Juncker, em conferência de imprensa, após uma reunião dos 16 ministros das Finanças da Zona Euro.
"Há alguns que - como o comissário (europeu dos Assuntos Económicos, Joaquin Almunia) e eu próprio - defendem uma sede única para a Zona Euro" no FMI, disse, afirmando ainda que "esta proposta não recebeu uma salva de palmas", pelo que o debate deverá continuar nos próximos meses.
O comissário espanhol Almunia disse que alguns estados da Zona Euro "estão a favor" de uma representação única mas deixou entender que muitos ainda estavam contra esta opção.
Os grandes países emergentes na Ásia - como a China, Índia ou a Coreia do Sul - ou na América do Sul - Brasil e Argentina - põem em causa o sistema de repartição de poderes nascido depois da II Guerra Mundial, pretendento, com isso, ganhar mais voz no seio das instituições como o FMI ou o Banco Central.
Durão Barroso, presidente do Parlamento Europeu, não acredita que existam condições para uma representação única da Europa no Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Se (os países da Zona Euro) estão preparados para ter uma representação única da União Europeia no FMI? Honestamente, penso que não", considerou Durão Barroso, numa conferência de imprensa organizada pelas potências do G-8, esta semana, em Itália.

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