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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Rússia e EUA retomam diálogo

George W. Bush e Vladimir Putin eram amigos. "Fixei os seus olhos e senti a sua alma", confessou, em 2001, o então Presidente americano sobre o seu homólogo. Hoje, os inquilinos no Kremlin e na Casa Branca são outros, mas as boas relações pessoais continuam.

"Felicito o esforço do Presidente Dmitri Medvedev de tentar transformar a Rússia num país mais livre", diz Barack Obama em entrevista publicada hoje no "Novaya Gazeta" - diário onde trabalhavam Anna Politkovskaya e Anastasia Baburova, duas jornalistas assassinadas.

Mas qual foi o reflexo da amizade entre Putin e Bush nas relações Rússia-EUA? Há uma semana Medvedev deu a resposta: "nos últimos anos, elas chegaram aos níveis da Guerra Fria".

Barack Obama reconhece-o. Por isso chega hoje a Moscovo para, segundo ele, "reiniciar" essas mesmas relações - extremadas depois da guerra na Geórgia, no ano passado, e da polémica em redor da construção do escudo antimíssil americano na República Checa e Polónia. Tem 48 horas para o fazer.

Medvedev revelou - em comunicado colocado no site da presidência russa - que "há desafios e responsabilidades comuns". E explicou quais: "Terrorismo, proliferação de armas de destruição maciça, extremismo religioso e tráfico de drogas".

O Presidente americano procura também um eventual apoio no caso de serem aprovadas novas sanções contra oIrão . Segundo a imprensa nos EUA, já terá garantido a autorização de Moscovo para a utilização do seu espaço aéreo para transporte de militares e armamento americano em direcção ao Afeganistão .

Na quarta-feira, Barack Obama parte para Itália, onde participará na cimeira do G8 e encontrar-se-á com o Papa Bento XVI . Antes de voltar a casa, visita ainda o Gana.

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