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terça-feira, 14 de julho de 2009

Moçambique: Governo aprova terceira operadora telefone móvel

Maputo, 14 Jul (Lusa) - O Governo moçambicano aprovou hoje a resolução que autoriza a entrada de um terceiro operador de telefonia móvel, a escolher brevemente em concurso público de âmbito internacional, anunciou hoje o porta-voz do executivo de Maputo, Luís Covane.
Actualmente, operam em Moçambique duas empresas de telefones móveis: a mCel, com capitais públicos e com mais de três milhões de clientes a nível nacional, e a Vodacom, um consórcio sul-africano e moçambicano, com cerca de 2,5 milhões de clientes.
A primeira operadora iniciou o negócio há mais de 10 anos, enquanto a segunda opera no país desde 2003.
A empresa pública Telecomunicações de Moçambique detém o monopólio na área de telefonia fixa desde a independência do país, em 1975, mas a sua liberalização está para breve.
A decisão da autorização de um terceiro operador em Moçambique visa "promover a competição no mercado e expandir o acesso ao serviço telefónico no país a preços concorrenciais, com benefício para o consumidor", disse Luís Covane.
"O mercado de telefonia móvel vem sendo explorado por duas empresas. Passados cinco anos após o licenciamento do segundo operador e face ao crescimento do mercado é pertinente o licenciamento de mais um operador", referiu o porta-voz do Governo moçambicano.
A decisão do executivo de Maputo, disse, tem como objectivo "promover a competição no mercado e expandir o acesso ao serviço telefónico no país a preços concorrenciais, com benefício para o consumidor", sendo que "grande parte da população moçambicana continua sem acesso aos serviços de telecomunicações, principalmente nas zonas rurais".
Com a introdução da terceira operadora de telefonia móvel, as autoridades moçambicanas esperam que sejam criados empregos e se diversifique as ofertas de serviços.
Também se perspectiva o "fomento da concorrência e acesso de serviço de qualidade a preços económicos e expansão de serviços, aumento da teledensidade e geração de receitas para o Estado moçambicano", disse Luís Covane.
O porta-voz do Governo considerou, no entanto que "as duas operadoras (mCel e Vodacom) fazem bom trabalho, estão a crescer, não há saturação de mercado, o número de seus clientes está a subir, mas ainda há muito espaço em Moçambique para entrada de um terceiro operador".
"Há muitas pessoas interessadas" na exploração de uma terceira operadora de telefonia móvel em Moçambique, assegurou Luís Covane.
Em Fevereiro deste ano, o presidente executivo da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, admitiu em Maputo participar no concurso para a terceira operadora de telefonia móvel de Moçambique, mas frisou que tal dependerá dos seus termos e condições.

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