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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mais de 70% dos consumidores estudam preços antes de comprar

A actual conjuntura económica preocupa muito 43 por cento dos consumidores, que se sentem ansiosos em relação ao futuro. A recessão gerou uma reavaliação dos padrões de consumo e um reequacionar de prioridades, deixando os consumidores mundiais mais sensíveis aos preços, revela um estudo que avaliou as tendências este ano, feito pela PHD, agência de meios do Omnicom Media Group.

Desta forma, a sensibilidade ao preço ganha dimensão este ano - com 74 por cento dos inquiridos a estudarem o preço que melhor se adapta ao orçamento - mesmo nas compras de rotina e nos produtos de primeira necessidade. Agora, o processo de decisão de compra passa a ser prolongado pelo tempo adicional dedicado à comparação de preços. Por exemplo, 60 por cento dos italianos comparam preços em sites, o mesmo acontece com 50 por cento dos franceses, 47 por cento dos britânicos e 46 por cento dos alemães.

Redução da frequência de compra

Ainda a utilização de cupões de desconto e de cartões de fidelização ganha um peso significativo e é notório o adiamento dos momentos de consumo para a época dos saldos. A verdade é que a maioria dos consumidores a revelar a intenção de manter um padrão de consumo mais racional, mesmo depois do regresso da normalidade económica.

Os consumidores reequacionam agora as prioridades com foco na família (58%), saúde (45 %) e em momentos de descontracção (43%).

De acordo com a PHD, houve uma redução da frequência ou volume de cada compra, uma transferência para marcas e produtos mais acessíveis e um reforço do consumo em casa. Cerca de metade dos inquiridos assinala que continuará a comprar cosméticos e produtos de higiene, mas com menor frequência.

Além disso, o estudo conclui que se verifica uma tendência para a procura de soluções de consumo alternativas que não envolvam gastos suplementares, ou que os minimizem, como a troca e a partilha de produtos entre amigos. Também os produtos em segunda mão ganharam maior popularidade com a crise: Reino Unido (58%), seguido da Alemanha (38%) e da Polónia (37%).

Redução do consumo de produtos de luxo

Em 2009, o consumo de produtos de luxo apresentou um decréscimo, com a concentração do padrão de consumo em produtos considerados necessários. Apesar de ter havido lugar para momentos de indulgência, estes tiveram tendência para ser mais modestos e valorizar as pequenas coisas da vida, rejeitando os estilos de vida materialistas.

Neste cenário de crise económica, cerca de metade dos consumidores não vai continuar a comprar marcas de luxo: França (57%), Espanha (55%), Itália (54%), Alemanha (53%), Reino Unido (53%), República Checa (49%), Rússia (39%), Roménia (36%) e Polónia (30%).

O estudo revela ainda uma redução das ocasiões de consumo fora de casa, com momentos de lazer mais centrados e maior propensão para receber os amigos e familiares em casa. Mais de 60% dos inquiridos vai a bares com menor frequência. Por outro lado, nas ocasiões de consumo fora de casa há uma procura activa por soluções mais baratas.

Trabalhos manuais recuperam fôlego

Este ano, registou-se também um crescimento da tendência «faça você mesmo», redescobrindo-se assim actividades tradicionais: costura, tricô, cultivo de vegetais e um reaproveitamento e reciclagem de bens.

Em ano de crise houve ainda um crescimento do recurso a formas de entretenimento gratuitas. O aumento do tempo dispendido online é dominante neste contexto. Os consumidores vêem-se obrigados a mudar os serviços de subscrição: 31% reduziram o serviço de aluguer de filmes, 26% o serviço de subscrição de música e 19% reduziram o serviço de telefone móvel.

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