O número de desempregados inscritos nos centros de emprego voltou a aumentar em Março, para 571.754 pessoas. O valor representa um aumento de 18,1% face ao final de Março do ano passado e uma subida de 1,9% face ao final do mês anterior.
A maioria dos desempregados (63,8%) está registada há menos de um ano, mas os restantes (36,2%) são desempregados de longa duração. Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o aumento do desemprego foi de 10,6% na curta duração e de 34% na longa duração.
O «fim de trabalho não permanente», principal motivo de inscrição de desempregados, representou 36,3% das inscrições efectuadas ao longo deste mês e, na segunda posição, prossegue o motivo «despedido», com um peso de 16,4%.
Subida comum a todas as idades, regiões e habilitações
O crescimento é comum aos dois géneros, homens (mais 23%) e mulheres (mais 14,1%). Já numa análise por idades, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) conclui que tanto os jovens como os adultos foram afectados (aumentos de 8,5 e 19,7%).
Quanto às profissões dos desempregados, os «trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio» são os mais numerosos (68.357), mas há também grande expressividade do «pessoal dos serviços de protecção e segurança» (65.708), dos «empregados de escritório» (56.137), dos «trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras» (51.926) e dos «operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil» (47.704). Estes cinco grupos profissionais representavam, no seu conjunto, 52,6% do total de desempregados inscritos.
O número de ofertas disponíveis, no final do mês, totalizou 19.288, mais 31,6% do que em Março do ano passado e mais 5,2% que em Fevereiro deste ano. Só durante o mês de Março, os centros receberam 10.743 ofertas de emprego (um aumento homólogo de 10,4% e outro mensal de 26,6%).
As ofertas dizem sobretudo respeito aos sectores das «actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio», o «comércio por grosso e a retalho», o «alojamento, restauração e similares» e a «construção», responsáveis no seu conjunto por mais de metade das vagas.
No entanto, em Março, as colocações conseguidas ficaram-se pelas 5.627, mesmo assim, um crescimento homólogo de 16,6% e um aumento mensal de 25,1%. Mais de metade das colocações foram feitas nos sectores de «pessoal dos serviços, de protecção e segurança», «trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora», «trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio» e «outros operários, artífices e trabalhadores similares».

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