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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Acções mundiais sofrem maior queda em dois meses

As bolsas mundiais regressaram hoje às quedas acentuadas um pouco por todo o mundo, levando o índice que mede o desempenho das acções mundiais a registar a maior queda em dois meses. A desvalorização das matérias-primas e dados económicos pouco animadores justificam o desempenho.

O MSCI World, que agrupa o desempenho dos índices das principais bolsas mundiais, está hoje a cair 2,8%, a descida mais pronunciada desde 20 de Abril. Na Europa o Stoxx 600 caiu 2,5% e nos Estados Unidos os índices caem mais de 2%.

As produtoras de “commodities”lideram as quedas, pressionadas pela correcção das matérias-primas nos mercados internacionais. O petróleo é o melhor exemplo, com o crude a recuar mais de 3% em Nova Iorque.

Em Wall Street a Alcoa e a DuPont cedem mais de 4% e na Europa as produtoras de matérias-primas também estiveram em destaque pela negativa. Em Lisboa a Galp Energia cedeu mais de 3% e foi a que mais pressionou o PSI-20.

Os dados económicos negativos hoje divulgados também explicam o desempenho do índice, pois contrariam os últimos indicadores que apontam para uma recuperação da maior economia do mundo. A Reserva Federal de Nova Iorque divulgou que o seu índice económico geral de Junho caiu para -9,4, contra -4,6 pontos no mês anterior. As leituras inferiores a zero indicam que a actividade industrial está a contrair-se.

Os investidores estão também a aproveitar para realizar mais valias, perante as subidas das últimas semanas. O S&P500, que acumula um ganho anual de mais de 2% e hoje cede 2,58%, subiu mais de 40% desde os mínimos atingidos em Março.

São vários os sinais de regresso de alguma turbulência aos mercados. O dólar e as obrigações norte-americanas estão em alta e o Vix, que mede a volatilidade das acções nos EUA, registou a maior subida desde 21 de Maio.

O MSCI World está actualmente a transaccionar a 18,2 vezes os lucros das empresas, o que representa o PER mais elevado desde Dezembro de 2004. Um facto que levará também muitos investidores a sair dos mercados accionistas, temendo uma correcção.

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