A instituição monetária espera uma deterioração ainda maior do mercado de trabalho da Zona Euro nos próximos meses, que afectará também a actividade económica.
Depois da forte contracção dos dois primeiros trimestres do ano, o banco espera que a economia europeia caia a taxas muito menos negativas no resto de 2009, e aponta para taxas de crescimento positivas trimestrais em meados de 2010, após uma fase de estagnação.
Os dados disponíveis, diz o BCE, mantêm as expectativas de inflação a médio e longo prazo «firmemente ancoradas» em linha com o objectivo da instituição, de manter a taxa abaixo dos 2%. As pressões inflacionistas são agora bem moderadas, tendo em conta que a massa monetária e o crédito caíram mais, por isso é de prever a manutenção da estabilidade de preços a médio prazo.
Recorde-se que o BCE manteve, na semana passada, a taxa de juro de referência para a Zona Euro nos 1%, o valor mais baixo de sempre. O presidente do banco, Jean-Claude Trichet, considerou na altura que este é um nível adequado para o preço do dinheiro, mas não afastou a possibilidade de o voltar a descer, se tal se mostrasse necessário.
No plano económico, o BCE baixou recentemente as suas previsões para 2009, depois de a contracção do primeiro trimestre ter sido maior do que o esperado (2,5% face ao trimestre anterior). Com este novo dado, a instituição monetária aponta agora para uma queda de 4,6% no conjunto do ano, ao que debe seguir-se outra contracção, bem menor, em 2010 (de 0,3%).

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