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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Desemprego cresce a ritmo mais lento nos Estados Unidos

A economia norte-americana destruiu 345 mil empregos em Maio, a um ritmo que é o mais lento desde Setembro do ano passado e fica muito abaixo dos números registados em Março e Abril.

A taxa de desemprego avançou para os 9,4 por cento, anunciou hoje o Departamento do Trabalho, em Washington, o que a coloca nos mais alto nível desde Julho de 1983 e representa um agravamento de 0,6 por cento face ao registo de Abril passado.

Os dados, que ficam também muito abaixo daquilo que era a média das previsões dos analistas (Reuters: 620 mil), podem indiciar um abrandamento do ciclo recessivo na maior economia do mundo. Tanto em Março como em Abril, o número de despedimentos tinha sido sempre superior a meio milhão.

"Estas são notícias animadoras", afirmou à agência Bloomberg Nariman Behravesh, economista-chefe do Global Insight. Este analista prevê que a recessão está muito perto do fim e acrescenta que "o mercado de trabalho continua grave, mas assinalavelmente melhor do que estava antes."

A construção é um dos sectores onde o abrandamento do ritmo foi mais visível, provavelmente devido ao plano de estímulo económico do Governo que tem diversos instrumentos de apoio para relançar a actividade de construção. Os postos de trabalho destruidos foram 59 mil, cerca de metade do que fora registado em Abril. Desempenho idêntico registou-se no sector dos serviços.

A quebra mais acentuada deu-se no sector industrial - mais 156 mil desempregados, praticamente o mesmo de Abril - essencialmente por causa da crise do sector automóvel que faz cortar postos de trabalho nas grandes construtoras e, também, na sua cadeia de fornecedores.

Desde o início da recessão, em Dezembro de 2007, a economia norte-americana já destruiu 6 milhões de postos de trabalho, indica o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

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