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terça-feira, 2 de junho de 2009

Internacionalização explica crescimento das maiores empresas de construção

As 50 maiores empresas do sector da construção em Portugal registaram, entre 2003 e 2007, um crescimento médio anual de sete por cento do seu volume de negócios. Essa evolução deveu-se à diversificação e esforços de internacionalização.

O estudo intutla-se "O Poder da Construção em Portugal -- Impactos 2009/2010" e foi elaborado entre a Associação Nacional de Empreiteiros e Obras Públicas (ANEOP) que abrange as maiores empresas do sector nacional, e a firma de consultoria Deloitte.

A informação recolhida entre Fevereiro e Maio baseou-se em questionários e entrevistas com os principais responsáveis daquelas 50 maiores empresas.

Os dados compilados mostram que, naquele período, o volume de negócios das 50 maiores empresas do sector da construção cresceu 30 por cento em termos acumulados, o que corresponde a uma taxa média de crescimento anual de sete por cento.

Essas empresas apostaram na internacionalização, ao contrário do que acontece no sector nacional, onde apenas seis por cento do volume da actividade tem origem no exterior. Das empresas inquiridas, mais de 70 por cento tem actividades fora de Portugal. O continente africano é o principal destino das maiores empresas portuguesas e concentra 60 por cento do volume de negócios gerado no exterior. Angola destaca-se com "cerca de 50 por cento do volume de negócios internacional das empresas com uma facturação superior a 200 milhões de euros", segundo o estudo.

Outra das conclusões do estudo é a aposta das 50 maiores empresas portuguesas na diversificação das áreas de actividades além da construção. De acordo com o estudo, "cerca de 90 por cento das empresas declararam que operam noutros negócios além da construção".

Cerca de 70 por cento estão nas concessões e no imobiliário, 50 por cento na indústria e no ambiente e 40 por cento no turismo e na energia.

António Manzoni, da ANEOP, afirmou na apresentação do estudo em Lisboa que os números demonstram que "as 50 maiores empresas portuguesas são dinâmicas e crescem num momento em que o sector da construção vive a sua crise mais prolongada de sempre".

A aposta na diversificação "é uma forma de as empresas conseguirem alcançar margens superiores", afirmou Carlos Frias, sócio da Deloitte, sublinhando que em Portugal as margens são muito reduzidas (em 2007 cifraram-se em 3,3 por cento em termos médios).

Actualmente, o sector da construção é a actividade que mais desempregados tem feito inscrever nos centros de emprego. Em Abril passado, já havia 56 mil pessoas desempregadas vindas da construção e outras tantas de actividades ligadas à construção, como promoção de imobiliário.

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