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terça-feira, 16 de junho de 2009

Parceria com a Carnegie Mellon pode ajudar a definir vantagens comparativas para Portugal

A aplicação do programa ainda vai a meio, e é demasiado cedo para prever o que vai acontecer depois das eleições legislativas e com a possibilidade de a parceria entre o Governo português e a universidade norte-americana de Carnegie Mellon poder ser renovada ou não. Mesmo assim, João Barros, o coordenador português deste programa de parceria não tem dúvidas em falar já de sucesso.

Intitulada “Economy 3.0: Re-Boot and Re-Connect”, esta conferência pretende juntar no mesmo fórum o melhor do mundo académico e empresarial para discutir as soluções tecnológicas que deverão vingar no modelo económico que vier a sobreviver a actual crise. “A crise financeira faz-nos questionar o actual modelo económico, mas a certeza que existe é que as tecnologias de informação vão fazer parte integrante do que vier a seguir, e Portugal pode ter uma papel a desempenhar, se focar os seus esforços nas áreas em que tem vantagens comparativas”, explicou João Barros.



O trabalho ainda não está terminado – e a avaliação a meio do programa só vai ser feita em Setembro – mas João Barros já elencou algumas das áreas em que Portugal demonstra ter bons especialistas a trabalhar nas universidades e grupos económicos interessados em investir nelas, como são as redes de nova geração (Portugal poderá ser o primeiro país do mundo a ter cabos de fibra óptica ate casa), os sistemas ciberfísicos (como os equipamentos de telemetria que permitem aferir níveis de consumo de impacto ambiental), a área de interacção entre o computador e o homem (que já permitiu inclusive a criação de um novo organismo, na Universidade da madeira, o Instituto da Comunicação Interactiva, ou até na área do empreendedorismo e da engenharia de software, que tem tido em Portugal muitos casos de sucesso.



“A ideia é por investigadores nacionais e internacionais a investigar soluções e a resolver problemas, e aplica-las ao mundo empresarial e às suas necessidades. O retorno económico que este programa vai permitir às empresas só poderá ser medido muito à posterior”; afirmou João Barros.



A conferência que decorre na próxima segunda feira – a que se seguira uma summer academy para possibilitar às empresas e alunos nacionais o contacto com reputados investigadores internacionais que marcam presença na conferência – é apenas um dos eventos que está realizado com recurso às verbas disponibilizadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.



A verba está também a ser usada para financiar bolsas de doutoramento (estão previstas oitenta) e vários mestrados profissionais, que estão a ser aproveitados pelos quadros das empresas para obterem formação avançada em áreas de tecnologia, ao mesmo tempo que obtém um grau de certificação dual.

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