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segunda-feira, 15 de junho de 2009

UBS prevê aumento de 15% nos lucros das empresas em 2010

O crescimento dos resultados das empresas é, ao fim e ao cabo, o factor que sustenta a valorização das acções e a criação de valor para os accionistas. Depois das cotadas europeias terem subido mais de 35% desde os mínimos de Março, a UBS considera que só o aumento dos lucros poderá sustentar novas valorizações. O que só acontecerá em 2010.

Para a equipa de "research" do banco suíço, o "rally" dos últimos meses traduz o abandono pelos investidores da possibilidade da actual crise resultar numa depressão económica ou um período longo de deflação, como ocorreu no Japão na década de 90. Neste período, o rácio entre os lucros por acção subiu das 10 vezes para 25,4 vezes. Um nível característico dos pontos médios num ciclo de valorizações. "Para os mercados accionistas subirem mais é necessária uma recuperação nos lucros em 2010", dizem os analistas da UBS.

De acordo com uma nota divulgada sexta-feira pelo banco suíço, é isso que vai acontecer. Este ano, os resultados das empresas europeias vão cair 25%, e aumentar 15% em 2010. Ou seja, o nível mais baixo na quebra das contas das empresas vai ocorrer este ano. Uma previsão consistente com o previsto para a economia mundial, que deverá também dar sinais consistentes de retoma em 2010, mas que é menos optimista do que o consenso dos analistas.

As estimativas dos bancos apontavam, em Setembro, para um crescimento de 13% nos lucros este ano, depois da queda de 22% em 2008. Agora o consenso aponta para uma quebra de 19% este ano. Ou seja, os números previstos caíram para metade em nove meses. O UBS considera que agora o "momentum" para os resultados na Europa está a mudar. E dá como argumento o facto de as revisões em baixa nas avaliações das empresas serem cada vez em menor número.

As acções europeias valorizaram pela quarta sessão consecutiva, animadas pelos dados económicos que apontam para um abrandamento na recessão económica. Desde os mínimos em Março já valorizaram 36%.

Energia, comunicação social, fabrico de "hardware" e bancos são os sectores em que a UBS está mais optimista. As acções favoritas da UBS na Europa são a Bat, BP, CRH, Daimler, E.ON, Heineken, KPN, Linde, Schneider Electric, Société Générale e WPP.

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