A economia portuguesa registou uma contracção de 2,1% no quarto trimestre do ano passado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE). A estimativa rápida do INE confirma que Portugal está em recessão pela primeira vez em cinco anos.
A estimativa rápida do produto interno bruto (PIB) aponta para uma diminuição de 2,1% em volume no quarto trimestre de 2008 face ao período homólogo, o que compara com a variação de 0,5% registada no trimestre anterior.
Em relação a trimestre anterior, o produto nacional terá caído 2%, de acordo com os dados divulgados pelo INE.
As previsões avançadas pelo INE são piores do que o esperado, os economistas apontavam para uma queda do PIB de 0,9%.
A contracção do PIB resultou dos contributos negativos da procura interna, com particular intensidade ao nível do Investimento, e da procura externa líquida, tendo-se registado uma diminuição expressiva das Exportações de Bens e Serviços.
Para o conjunto do ano 2008, o PIB terá registado uma variação nula.
Quebra da economia portuguesa foi a mais forte desde 1984
A queda de 2% no produto interno bruto português (PIB) no quarto trimestre, face aos três meses anteriores, foi a mais intensa desde o primeiro trimestre do ano de 1984, altura em que o FMI teve que intervir.
O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos reagiu à quebra de 2% do PIB em Portugal, afirmando que não foi apanhado totalmente de surpresa e revelando que, tendo em conta os sinais do início de 2009, as dificuldades “vão continuar”.
“Estes números não são inteiramente surpreendentes”, sublinhou o ministro das Finanças, explicando que, “já tínhamos alguns indicadores recentes a apontar para isso, como a evolução da receita fiscal no final de 2008 e a quebra acentuada da inflação”.
O responsável acrescentou que “não esperaríamos em Outubro/ Novembro 2008 que a quebra fosse tão acentuada, mas a informação mais recente não nos colocava muito distante deste número”.
“Os sinais do início de 2009 mostram que as dificuldades vão continuar”, sublinhou, acrescentando que “não podemos ter a ilusão que isto passe rapidamente”.

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