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terça-feira, 9 de junho de 2009

Aumentar a idade da reforma tira trabalho aos mais novos

Por cada trabalhador que é obrigado a adiar a idade da reforma, há um jovem que perde a oportunidade de entrar no mercado de trabalho. Esta é a conclusão de um estudo de três economistas portugueses a partir da experiência ocorrida em 1994, quando o Governo resolveu subir a idade de aposentação das mulheres, dos 62 para os 65 anos de idade, e é uma má notícia para o actual Executivo, que fez do adiamento da idade da reforma uma das pedras angulares da sua política de aposentações.

No estudo publicado o mês passado no IZA (Institute for study and labour), os economistas Pedro Martins, Álvaro Novo e Pedro Portugal avaliaram em que medida o aumento da idade da reforma - uma das vias que os países europeus seguiram para fazer frente à crise de financiamento dos sistemas de Segurança Social - tem o impacto esperado pelos governos.

A partir do caso português, para o qual já há informação disponível - o aumento da idade da reforma das mulheres em 1994 -, foram avaliar o seu alcance no estatuto do trabalhador dentro da empresa, no número de horas trabalhadas, nos salários das mulheres que foram obrigadas a trabalhar mais tempo e na política de contratação das empresas afectadas.

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