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segunda-feira, 15 de junho de 2009

FMI revê em alta previsões para a economia norte-americana

O Fundo Monetário Internacional reviu hoje em alta as suas previsões para a economia dos Estados Unidos, com uma retoma progressiva e depois "forte" a partir de meados de 2010, mas sublinha a persistência de riscos.

No seu relatório anual sobre a economia norte-americana, o FMI afirma que o Produto Interno Bruto do país deverá sofrer uma contracção de 2,5 por cento em 2009, contra os 2,8 por cento previstos em Abril, e crescer 0,75 por cento em 2010, quando apontava em Abril para uma estabilização.

"Os serviços do FMI prevêem uma retoma progressiva" e depois "uma forte retoma (...) em meados de 2010", escreve a instituição multilateral.

Até lá, "a conjunção das dificuldades financeiras e a continuação das correcções nos mercados do emprego e do imobiliário deverá pesar sobre o crescimento durante algum tempo", sublinha.

Estas previsões permanecem mais pessimistas do que as da Reserva Federal dos Estados Unidos, que aponta para um recuo do PIB de 1,3 a 2,0 por cento em 2009, seguido de um crescimento de 2 a 3 por cento em 2010.

O Fundo sublinha "o grau de incerteza que não é habitual" que pesa nestes previsões.

"Os riscos de deterioração são muitos", diz o FMI, citando a crise do imobiliário (prosseguimento das execuções de hipotecas e baixa dos preços do imobiliário residencial), as "pressões para a alta das taxas de juro" (para o Estado e para as empresas) e o "papel determinante" da evolução da situação internacional.

Na sua avaliação das políticas económicas, o FMI voltou a felicitar Washington pelo seu plano de relançamento, considerando que "as políticas macroeconómicas estão a apoiar de forma oportuna a procura".

O relatório faz também uma apreciação positiva das medidas de ajuda ao sector financeiro. "As medidas tomadas para estabilizar os mercados financeiros e imobiliários têm efeitos tangíveis sobre as condições financeiras", que "melhoraram significativamente", segundo a instituição.

No entanto, "uma vez iniciada uma retoma duradoura", o Fundo insiste na necessidade de "uma estratégia de saída", tanto para o apoio das finanças públicas às instituições financeiras como para "a política de relançamento monetário" conduzida pelo banco central.

O Fundo comentou igualmente a taxa de câmbio do dólar, que deveria ter tendência para baixar, segundo ele, "uma vez que se situa, actualmente, ligeiramente acima do nível correspondente à orientação a médio prazo dos fundamentais".

Para esta taxa de câmbio, "a evolução da procura externa de activos americanos será determinante, o que sublinha a importância da reforma orçamental e das reformas do mercado financeiro", observa o FMI.

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