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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Bolsas dos EUA menos animadas no fecho com receios da Al-Qaeda

Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos encerraram quase todos em alta, sustentados pela expectativa de uma melhoria dos resultados das empresas, que intensificou a expectativa de um sétimo mês consecutivo de subidas nos mercados accionistas. Só o Nasdaq é que registou uma quebra muito ligeira.

O Dow Jones e o S&P500 fecharam em máximos do ano, mas chegaram a estar em níveis mais elevados, tendo perdido fôlego a duas horas do fecho, depois de a secretária da Segurança Interna, Janet Napolitano, ter dito à Bloomberg TV que terroristas com ligações à Al-Qaeda estão no país.

O Dow Jones fechou a subir 0,21%, fixando-se nos 9.885,80 pontos, depois de ter chegado a atingir 9.931,82 pontos. A travar os ganhos do índice estiveram sobretudo a Boeing, a United Tech Corp e a Caterpillar.

O índice tecnológico Nasdaq não conseguiu fechar no verde, mas desvalorizou apenas 0,01%, fixando-se nos 2.139,14 pontos.

O S&P 500 ganhou 0,44%, para 1.076,19 pontos, o seu mais alto valor de fecho desde 3 de Outubro do ano passado, naquela que foi a sexta sessão consecutiva de subidas (a mais longa série de altas desde Junho de 2007). A meio do dia, tinha chegado a atingir os 1.079,46 pontos.

Na semana passada, o S&P500 disparou 4,5%, depois de a Alcoa ter iniciado a época de apresentação de resultados, com um lucro inesperado no terceiro trimestre. Além disso, os dados macroeconómicos divulgados nos EUA revelaram que a recessão está a terminar.

A Black & Decker encerrou a avançar 6,8% depois de ter revisto em alta as previsões para os resultados do terceiro trimestre.

A Ford escalou 7,6%, sustentada pelo anúncio de que as vendas na Europa aumentaram 12% em Setembro.

A General Electric terminou igualmente em alta, depois de a Royal Philips Electronics NV ter apresentado lucros inesperados, o que impulsionou a empresa norte-americana.

A Freeport-McMoRan Copper & Gold também fechou em terreno positivo, beneficiada pela subida dos preços dos metais industriais.

A Advanced Micro Devices acompanhou a tendência de subida, depois de o UBS ter recomendado a compra das suas acções.

Esta semana muitas mais empresas irão apresentar os seus resultados do outro lado do Atlântico, como a Intel, a Johnson & Johnson e o Goldman Sachs. As empresas listadas no S&P500 - que subiu 58% desde o mínimo de 12 anos atingido a 9 de Março -, deverão apresentar o nono trimestre consecutivo de queda dos lucros, o que corresponderá à mais longa série desde a Grande Depressão, antes de regressarem ao crescimento no último trimestre do ano, segundo as estimativas dos analistas compiladas pela Bloomberg.

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