Notícias principais - Google Notícias

Loading

terça-feira, 13 de outubro de 2009

«Sistema caminha para um grau insuportável de complexidade»

Grupo de trabalho sugere que casais entreguem declaração de IRS em separadoO sistema fiscal «caminha para um grau insuportável de complexidade» e «não pode ser o serviço de urgência das sociedades», disse um dos coordenadores do grupo do relatório que foi esta terça-feira entregue no Ministério das Finanças, a pedido do Governo e que estudou a política fiscal.

Tributação separada dos casais «não gera poupanças»

Rui Morais ressalva que um bom sistema tem «uma ampla base e taxas reduzidas». No entanto, alerta que «ninguém o pratica».

É no sentido de simplificar o sistema que este grupo de trabalho propôs uma redefinição do sistema de IRS, que vai de encontro à criação de uma nova base especial de taxa única.

Casais vão poder declarar IRS em separado

Assim, são propostas duas bases tributárias, ou seja, o regime semi-dual «a base geral, sujeita a taxas progressivas, como funciona hoje em dia, e uma base especial, em que são eliminadas várias taxas liberatórias, sendo substituídas por uma única de 20%», explicou Rui Morais.

O coordenador referiu ainda que a unidade e progressividade do imposto «tal com existe hoje não tem uma tradução na realidade».

A par disto, e como já tinha sido avançado esta manhã, as pessoas casadas vão começar a poder entregar as declarações de IRS em separado, ao mesmo tempo que o grupo defende um agravamento do imposto sobre as mais-valias obtidas em acções.

IMI e IVA também são assuntos em cima da mesa

No que respeita ao IMI, o valor da venda de imobiliário deve ser contestável e o imposto pode ser mesmo substituido por IVA. O relatório refere que, «urge corrigir a injustiça decorrente do facto de não ser admissível ao proprietário imobiliário alienante demonstrar que o valor de venda foi de facto inferior ao valor patrimonial tributário do prédio alienado, determinado nos termos do Código do IMI».

No IVA, o grupo de trabalho recomenda que se faça um novo código, assinalando que o regime e níveis de taxas do imposto «pode e deve ser revisto». Referem os peritos que a taxa deve passar para 19%, justificando esta situação com Espanha, «para não haver uma elevada diferença e facilitar, tanto as importações, como as exportações».

Em reflexão ao relatório apresentado, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, diz que «o Governo sempre teve consciente da necessidade de reestruturar o sistema fiscal», reiterando que «a necessidade de repensar é que levou à criação deste grupo de trabalho».

Sem comentários:

Enviar um comentário

Castro Jerónimo - Search Engine

Arquivo do blogue