Num encontro com jornalistas, para apresentar o novo fundo de capital de risco (fundo mezzanine), que será dotado de 100 milhões de euros, mas que tem capacidade para ser elevado até aos 150 milhões de euros, Faria de Oliveira admitiu que existem ainda desequilíbrios, como a difícil dinamização da procura, devido ao elevado endividamento. Também não são claros, diz, os sectores que poderão sustentar o crescimento económico. E, por outro lado, houve uma importante quebra da riqueza dos investidores e outros agentes que cria dificuldades adicionais para proporcionar uma retoma mais rápida.
Por isso, e apesar da crise ter sido minorada pela actuação dos governos e dos bancos centrais, Faria de Oliveira acredita ser ainda "difícil avaliar a profundidade e sustentabilidade" da recuperação. No entanto, acredita que "o pior já passou"."A retoma pode ser lenta, mas já se iniciou", declarou o presidente da Caixa que se quer assumir líder em todos os segmentos do mercado em Portugal, nomeadamente no financiamento às PME.
Faria de Oliveira foi avançando que seria importante "continuar a apostar na produção de bens transaccionáveis exportáveis", assim como "no aumento claro da competitividade dos sectores", nomeadamente naqueles onde Portugal já tem vantagens e que são ampliáveis. Deu como exemplo o turismo e lazer, saúde, entertenimento, conteúdos, energias renováveis, ambiente, produtividade e eficiência, tecnologias de informação e comunicação, florestas e mar e tradicionais com capacidade de inovação.
Por fim, é fundamental existir uma onda de inovação conceptual e tecnológica e surgirem novos sectores e produtos com elevado potencial de crescimento.
Esta é a receita de Faria de Oliveira que junta a estes ingredientes a "capacidade de decisão, execução".

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