A bolsa de Lisboa fechou a escalar 1,06% para os 8.842,78 pontos, com apenas dois títulos no vermelho.
A banca esteve a «dar cartas» com o BCP a escalar 2% para 1,04 euros, com quase 27 milhões de títulos transaccionados.
Ainda o BES alcançou 1,40% para os 5,30 euros. De acordo com os analistas do BPI, citados pela Reuters, o banco tem uma posição de capital confortável, que lhe permitirá aproveitar oportunidades de aquisições.
A Mota-Engil somou 1,64% para 4,40 euros, tendo o máximo do dia nos 4,50 euros, apoiada na notícia do fim de duas SCUT. Além disso, a vitória do PS e consequente incentivo às obras públicas, bem como outras notícias positivas para o negócio no Brasil incentivaram os ganhos.
O peso pesado das telecomunicações, a Portugal Telecom alcançou 2,06% para os 7,86 euros. A operadora esteve a disparar para valor mais elevado desde há um ano, depois de uma notícia que dá conta de problemas entre as congéneres espanhola e italiana no Brasil. Esta situação poderá vir a engrandecer a posição da PT na brasileira Vivo.
Ainda a Jerónimo Martins valorizou 1,83% para os 6,18 euros. A Lisbon Brokers aumentou o preço alvo da retalhista para 6,50 euros face aos anteriores 5,90 euros. A razão é a actualização que a JM fez das suas previsões de crescimento para a Polónia.
Mas a maior valorização foi da Sonae Indústria, que sem razão aparente, escalou 5,45% para os 2,82 euros.
As únicas acções que contrariaram o optimismo foram a EDP e a Cimpor, ainda assim a recuar 0,50% e 0,12%, respectivamente.
Na Europa, as principais praças ganharam à volta de 1% e, nos EUA, os índices norte-americanos estão a valorizar à volta de 0,50% e a atingir novos máximos anuais. Apesar de hoje não estar prevista nenhuma apresentação de resultados de empresas, os investidores já estão a reflectir as previsões pq os próximos dias vão ser recheados de dados trimestrais de alguns dos maiores bancos e empresas do mundo.
Na calha, está por exemplo o JP Morgan, Citigroup, Bank of America, bem como a IBM, a Google e a General Electric.

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