As fraudes no Rendimento Social de Inserção (RSI) ascenderam num ano e meio a 118 milhões de euros, com base nos indicadores do Instituto da Segurança Social (ISS).
Os números do ISS mostram que o nível de irregularidades no primeiro semestre deste ano na atribuição da prestação, também conhecida por rendimento mínimo, atingiu os 14,8 por cento.
Apesar de só terem sido fiscalizados cerca de 21 mil processos, esta média de fraude implica um custo para os cofres do Estado de 36 milhões de euros, dado o total de 243,7 milhões de euros gastos em RSI nos primeiros seis meses do ano.
Se juntarmos a este facto os 82 milhões de euros que resultaram das irregularidades detectadas em 2008, o Estado desembolsou 118 milhões de euros a portugueses que não tinham direito as prestação social.
Os beneficiários do rendimento social de inserção passaram de 346 mil no primeiro semestre de 2008 para 385 mil em igual período deste ano, o que representa 11,3 por cento a mais.

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