Sem surpresas, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que manteve, pela oitava vez consecutiva, os juros no valor mais baixo de sempre: 1%.
Os economistas estimam que a autoridade monetária vai manter as taxas de juro próximas dos mínimos, para suportar a recuperação económica durante este ano, enquanto a inflação se mantém abaixo do seu limite.
Os analistas estimam que Jean-Claude Trichet só suba os juros (para 1,5%) no final de 2010, altura em que deverão haver dois aumentos.
BCE não sobe juros tão cedo e desaconselha corte de impostos
O Banco Central Europeu (BCE) não deverá aumentar a taxa de juro de referência tão cedo. De acordo com o seu presidente, Jean-Claude Trichet, o preço do dinheiro não deverá aumentar no curto prazo, tal como já previam os economistas.
A taxa de juro encontra-se em 1%, o valor mais baixo de sempre. Tudo para não prejudicar a retoma da economia, que está agora a começar a sair da maior crise dos últimos 70 anos.
Mas o presidente da instituição vai mais longe e desaconselha os países da Zona Euro a baixarem os impostos. Primeiro, alerta Trichet, é preciso consolidar as contas públicas e reduzir os défices, que dispararam com as medidas que os vários Governos tiveram de tomar para combater a crise, estimular o emprego e apoiar os desempregados da recessão.
«Os Governos devem implementar medidas para equilibrar as contas públicas», repetiu na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de governadores do BCE.
Trichet instou os governos a avançarem com reformas estruturais e medidas que permitam relançar o emprego, além de avançarem rapidamente com as reformas no sector financeiro, para que o que aconteceu no início desta crise não se repita.
Os bancos devem «continuar a reforçar os rácios de capital e aproveitar as medidas de ajuda dos Governos» para isso.

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