A taxa de desemprego nacional voltou a aumentar em Novembro. De acordo com dados do gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa portuguesa aumentou uma décima, de 10,2 para 10,3%. Esta volta a ser a maior taxa desde que há registo.
Em Novembro de 2008, ou seja, um ano antes, a taxa estava nos 7,9%, o que traduz um aumento anual de 2,4 pontos percentuais.
Segundo o Eurostat, a subida da nossa taxa acompanha a tendência europeia, já que, tanto na Zona Euro como na União, o desemprego também cresceu uma décima, para 10 e 9,5%, respectivamente. No conjunto dos países que aderiram à moeda única, esta é a taxa mais elevada desde Agosto de 1998, ou seja, em mais de 11 anos. Já para o conjunto dos 27, é a mais elevada desde o início da série, ou seja, desde Janeiro de 2000.
A maioria dos países para os quais existem dados disponíveis registou aumentos da taxa de desemprego. As excepções foram a Alemanha, a Eslovénia e a Lituânia, onde se deu uma estabilização mensal, e a Áustria, o único país onde a taxa recuou.
O Eurostat estima que existam 22.899 milhões de pessoas desempregadas, das quais 15.712 milhões na Zona Euro. Face a Outubro, em Novembro havia mais 185 mil desempregados na União e mais 102 mil na Zona Euro. Em termos homólogos, as subidas foram de 4.978 milhões e 3.041 milhões, respectivamente.
As taxas de desemprego mais baixas registaram-se na Holanda (3,9%) e na Áustria (5,5%), enquanto que as mais elevadas couberam à Letónia (22,3%) e à vizinha Espanha (19,4%).
Numa análise mais profunda, o Eurostat revela que o desemprego é particularmente elevado entre os mais novos (até aos 25 anos), onde a taxa atinge 21% na Zona Euro e 21,4% na União. A Espanha lidera neste segmento, já que 43,8% da população activa nesta faixa etária está desempregada. Em Portugal, a taxa de desemprego abaixo dos 25 anos está nos 18,8%.

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