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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desemprego aumentou em Espanha em Agosto

O número de desempregados registados nos serviços oficiais espanhóis aumentou, em Agosto, em 84.985, uma subida de 2,4 por cento face a Julho, revelou hoje o Ministério do Trabalho e Imigração de Espanha.

Este resultado negativo do emprego em Agosto interrompe três meses consecutivos de queda do número de desempregados que constavam das listas do Instituto Nacional de Emprego (Inem). Assim, em finais do mês passado, os sem emprego registados no Inem ascendiam a mais de 3,62 milhões de pessoas.

O desemprego subiu em todas as Comunidades Autónomas, à excepção de Navarra, La Rioja e Canárias. Nas duas primeiras regiões, devido à actividade agrícola sazonal e, nas ilhas das Canárias, motivado pelo turismo.

Por sectores, a agricultura foi o único onde houve um aumento do emprego em Agosto face a Julho, com uma redução do desemprego de 0,9 pontos. Já nos serviços a subida do desemprego foi de 2,36 por cento, enquanto na construção o aumento registado pelo Inem roçou os três pontos: 2,96 por cento. No sector da indústria, em Agosto último houve mais 11.471 pessoas sem emprego, equivalente a uma subida de 2,4 pontos.

Por sexos, o desemprego masculino que consta das listas do instituto de emprego espanhol de Agosto superou os 1,817 milhões, o que traduz uma subida de 2,7 por cento face ao mês anterior. Menor foi o aumento do desemprego feminino, de 2,09 pontos, somando no passado mês mais de 1,811 milhões.

Entre os jovens com menos de 25 anos, em Agosto último o desemprego subiu em 4225 pessoas, ou seja, um pouco mais que um por cento.

“Os números do desemprego de Agosto suscitam preocupação mas também prudência, porque têm uma componente muito clara de sazonalidade”, comentou, em Bruxelas, Elena Salgado, vice-presidente do Governo e ministra da Economia. “Temos de recordar que o mês de Agosto é tradicionalmente um mês de crescimento do desemprego, inclusivamente nos bons anos da nossa actividade económica”, salientou Salgado.

Para Paloma López, secretária de emprego da central sindical Comissões Operárias, “os números são alarmantes”. A sindicalista reconhece que, em comparação ao mês de Agosto de 2008 há uma desaceleração do desemprego – 103 mil novos desempregados face aos actuais 84.985 –, mas destacou que a melhoria não é suficiente. “Continuamos a destruir emprego em vez de o criarmos”, assinalou López.

Segundo os analistas, em Setembro a situação do desemprego vai agravar-se em Espanha, devido à diminuição da actividade turística, a principal indústria do país, que representa 15 por cento do PIB, e ao esgotamento do Fundo Estatal de Investimento Local, uma iniciativa do Governo socialista de Rodriguez Zapatero, dotado com oito mil milhões de euros para a realização de obras nos municípios.

De acordo com os números oficiais, em 25 de Agosto este fundo governamental tinha dado emprego a mais de 414 mil pessoas.

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