Francisco Van Zeller reconhece que o do Porto está «mal servido ao nível de transportes», no entanto o presidente da CIP diz que solução passa pelo melhoramento, em termos de velocidade, da actual linha ferroviária.
Para Van Zeller, a contribuição económica do TGV «é zero», mas, no caso da ligação Lisboa-Madrid, reconheceu que o investimento tem de ser feito à luz dos compromissos internacionais.
A CIP rejeita assim o calendário do Governo de arranque da operação do TGV entre Lisboa e o Porto em 2015.
«Adiamento, sem dúvida. Pelo menos 10 anos», salientou o responsável que falava aos jornalistas durante a apresentação de um pacote de 60 medidas para «Vencer a Crise e Preparar o Futuro».
Para Francisco Van Zeller, o novo aeroporto de Lisboa é um investimento que deve continuar a ser planeado de uma forma «criteriosa» mas é preciso vê-lo como «um centro de lucro e não um centro de custo para as futuras gerações».
Para o presidente da CIP, os investimentos públicos «inteligentes» que devem ser assegurados nesta altura deverão privilegiar «a proximidade», ou seja, as obras públicas dispersas pelo país e «investimentos com racionalidade económica».

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