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terça-feira, 3 de março de 2009

Portugal sem margem de manobra para novas medidas de relançamento da economia

A Comissão Europeia aprovou o novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), elogiando o Governo por ter tomado medidas correctas e na dose acertada para tentar relançar a economia.

Na avaliação do PEC português, no qual o Executivo estabelece a programação orçamental até 2011, Bruxelas deixa, porém, implícito o recado de que o País não dispõe de folga para tomar novas medidas anti-crise, dados os actuais elevados níveis de endividamento,

“Medidas discricionárias sobre as finanças públicas limitam a margem de manobra para novos estímulos de natureza orçamental sem por em risco a sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas”.

Bruxelas “convida” assim Portugal a executar as medidas previstas no plano de relançamento da sua economia e ao mesmo tempo "evitar uma deterioração adicional" das finanças públicas em 2009.

Bruxelas recorda que, no rescaldo da crise internacional, os desequilíbrios externos aumentaram, o que levou a “um rápido crescimento do endividamento e, consequentemente, a um aumento dos juros pagos ao exterior”. Por outro lado, “o ‘gap’ na competitividade não foi reduzido, reflectindo um lento crescimento da produtividade, que continua a ser a maior fragilidade da economia portuguesa”.

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